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04/02/2010
Maconha é analisada através de estudo em Sergipe
Um estudo pioneiro em Sergipe identifica o uso da maconha por fios de cabelo. A pesquisa é do professor Haroldo Dórea, do Departamento de Química da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o mesmo tem em laboratório amostras de voluntários que liberaram o material. O processo não é tão fácil quanto parece. A simplicidade recai apenas na amostra utilizada no fio de cabelo, “O cabelo humano é capaz de absorver resíduos da maconha por um longo período. O método de identificação permite constatar a substância da droga e até mesmo precisar se o consumo foi esporádico ou freqüente”, explica Haroldo Dórea.
A coleta dos fios faz-se a partir da região da cabeça chamada vértice posterior, que apresenta um crescimento constante de cabelo, em seguida, a amostra é triturada e dissolvida com ajuda de hidróxido de sódio, aquecidos a 90 graus. A partir daí extrai-se os canabinóides - grupo químico que possui atividade toxicológica - que estão ligados dentro do fio. A grande vantagem do cabelo apresenta-se na possibilidade de detectar a presença de THC após meses ou anos do consumo da droga. Cada centímetro de cabelo é comparado a um mês de consumo, pois é a média de crescimento do fio.
A identificação Também é desenvolvida por pesquisadores do grupo de análises de poluentes orgânicos do departamento de química da UFS. O estudo realizou-se através de uma parceria com o centro de recuperação de dependentes químicos fazenda esperança, localizado em Lagarto. O trabalho foi realizado com amostra de 10 pacientes do centro de recuperação, a partir dos quais se constatou uma quantidade muito ínfima da maconha no organismo.