Ter, 31 de maio de 2016, 14:33

UFS 48 anos: Discurso do reitor
Discurso do reitor

Parece que foi ontem. O sonho de muitos se concretizou. Ganhou o estado de Sergipe. Ganhou a sociedade sergipana. E eis que, hoje, ela é quase uma cinquentona. São passados quarenta e oito anos.


Quantos deram, aqui, o melhor de si. Quantos estão dando o melhor de si. E quantos, ainda, precisam dar o que de melhor tiverem, para que a Universidade Federal de Sergipe continue a sua trajetória. Continue pública e, cada vez mais, de todos. Que ela avance. Que sirva sempre aos propósitos de uma educação superior sem donos e sem amarras. Que a UFS nunca regateie naquilo que diz respeito à sua missão acadêmica e administrativa.


Quarenta e oito anos nos quais cada pedra erguida, cada gesto feito, cada palavra dita, cada pesquisa realizada, cada projeto de extensão levado a efeito, cada aula ministrada, tudo isso simboliza o amadurecimento de uma Universidade que nasceu pequenina, mas que cismou de não se contentar em ser minúscula.


Quantas lutas travadas. Quantos momentos de dificuldades. Quantos dissabores vencidos. Quantas incompreensões. Quantos motivos para recuar. Mas, também, quantos motivos para avançar sem temor. Cada reitor, cada administrador, nas mais diversas áreas, cada professor e cada professora, cada técnico-administrativo e cada estudante tem deixado, aqui, a marca de seus pés, de suas mãos, de sua cabeça e de seu coração. Quanto entusiasmo, apesar de noites negras que, ao longo dos tempos, se abateram sobre a UFS. Quanta vontade e quanta coragem de tantos que se uniram para dizer que os véus negros da noite são vencidos pelo brilho de cada manhã. Pela luta que não cessa. Pelo trabalho que dá frutos.


A teoria e a prática. O pó do giz e o traço do pincel atômico, misturados às experimentações laboratoriais. A sala de aula e a atividade de campo. O grito preso na garganta já podendo ser ouvido dentro e fora de seus muros. O grito de quem quer apenas crescer e servir à sociedade. O grito que faz crescer. Isso, e muito mais, é o que se tem feito nesta Universidade, ao longo desses quase cinquenta anos.


Quarenta e oito anos que se passaram como um triz. Para aqui, acorreram professores e alunos de várias partes do país. Proporcionalmente, aqueles bem mais numerosos do que estes. O estado de Sergipe abraçou a todos. Terra hospitaleira. Pequenina, mas brava! Terra de muitos talentos nas mais diversas áreas do conhecimento. Talentos de ontem e de hoje. Muitos dos quais saídos da UFS, ou nela ainda laborando.


Ainda que os horizontes possam parecer, em tese, cinzentos, todos nós que fazemos a UFS devemos ter consciência de que os horizontes existem para que sejam alcançados e ultrapassados. Adiante, surgem novos horizontes. E muitos outros mais. A nossa caminhada não deve ser interrompida. Quem se dispõe a andar com firmeza não teme o rigor da caminhada nem os desníveis do caminho.


Caríssimos professores e professoras, técnicos e técnicas, alunos e alunas, caríssimos aposentados e aposentadas, convidados e convidadas, quero lhes dizer que estar, neste momento, na Universidade Federal de Sergipe deve ser motivo de extremo contentamento, em face de como ela hoje se apresenta para a sociedade sergipana. Somos uma Universidade que não para de crescer. Somos uma Universidade aberta a todas as classes sociais. Uma Universidade pronta para dar as mãos aos governos e à sociedade, quando estiverem em jogo as necessidades públicas e coletivas.


Aqui lecionam 1.500 professores, dentre os quais, 500 mestres e 1.000 doutores. Aqui estudam 30.000 alunos na graduação e 3.000 na pós-graduação. Funcionam 56 programas de pós-graduação, sendo 48 mestrados e 15 doutorados. Aqui trabalham 1.478 técnico-administrativos efetivos, e 796 servidores terceirizados. Somos, enfim, uma grande comunidade.


Estamos presentes em seis campi (São Cristóvão, Aracaju, que é o da Saúde, Laranjeiras, Itabaiana, Lagarto e o do Sertão, o mais novo da família).


Que todos nós possamos nos sentir imbuídos do espírito de luta em prol da defesa da UFS como uma Universidade pública, inclusiva e gratuita. E, ainda mais, uma Universidade que se afirme na busca incessante pela qualidade do ensino, da extensão e da pesquisa.


Que tenhamos sempre o sentimento de pertencimento. Que não nos faltem sabedoria e discernimento, cada um no seu papel, na sua atividade, para levarmos adiante o que nos foi legado por tantos que nos precederam.
Como professor desta Casa, e como reitor, eu quero cumprimentar e parabenizar a todos que aqui se encontram e a todos que formam a nossa comunidade acadêmica. E quero dizer-lhes que, como reitor, e, muito mais ainda, como professor, eu me sinto muito feliz por estar entre vocês, cultivando o trabalho, o bom coleguismo e a amizade. Respeitando a todos e reconhecendo o direito de cada um de apresentar o seu ponto de vista, convergente ou divergente. Sem liberdade de pensamento, não há Universidade digna dessa nomenclatura.


Lutaremos muito. Lutaremos do melhor modo possível. Lutaremos sem descanso. Lutaremos sempre. O que outros fizeram, compete-nos fazer. O que nós fazemos agora, outros, amanhã, também, haverão de fazer. Tudo pela UFS. Tudo pelo ensino superior de qualidade. Tudo pela sociedade sergipana. Tudo pela elevação da cidadania. Tudo pela dignidade da pessoa humana.


São apenas quarenta e oito anos. Uma vida inteira nos espera. Avancemos.

(Discurso proferido no dia 24/05/2016 por Angelo Roberto Antoniolli na abertura das comemorações dos 48 anos da Universidade Federal de Sergipe.)


Atualizado em: Qui, 18 de agosto de 2016, 13:41
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