Seg, 25 de setembro de 2017, 15:00

Mais energia na UFS
Angelo Roberto Antoniolli

Há duas situações que devem fazer os gestores públicos deixarem a zona de conforto, se nela eles estiveram abrindo os braços e esticando as pernas. A primeira é a necessidade de planejamento, para fazer face às demandas presentes e futuras, a curto, médio e longo prazo. A segunda é encontrar caminhos nos momentos de crise.

A Universidade Federal de Sergipe assentou-se no Campus de São Cristóvão no início dos anos 1980. Grande parte de sua infraestrutura remanesce do passado já longínquo. Foi assim, por exemplo, com o esgotamento sanitário. Na nossa primeira gestão como reitor, conseguimos dotar a UFS de uma moderna estação de tratamento de esgotos. Uma obra que não chama a atenção de ninguém. Uma obra, contudo, extremamente necessária e com um alcance social muito grande, vez que trata, inclusive, de preservar o meio ambiente, tão diferente da velha lagoa de estabilização, altamente poluidora.

Depois disso, voltamo-nos para dotar o Campus sede da UFS de uma iluminação portentosa e de um sistema de segurança por câmeras considerado de ponta. Todavia, precisamos de mais energia.

Fomos à luta. Primeiro, planejamos. Temos, na casa, profissionais altamente qualificados, tanto no departamento de obras, quanto na seara da energia elétrica e de outras matrizes. Professores que, neste segmento, são apontados como dos melhores que uma Universidade pode ter. Deles, nós nos servimos. Em seguida, buscamos recursos financeiros. Tempos difíceis. Mas, conseguimos.

O resultado de muita luta, demandando alguns poucos anos, está se revelando. Encontra-se em franca execução a Subestação de 69kV/13,8kV, Reforma/Recondutoramento da Rede de Distribuição Interna e Instalações em baixa tensão do Campus de São Cristóvão. Uma obra que propiciará a resolução imediata dos nossos problemas com as constantes quedas de energia elétrica.

A Universidade Federal de Sergipe enveredou, nos últimos anos, pelo caminho do crescimento com sustentabilidade. Externamente, intensificou as relações interinstitucionais, possibilitando maior ingresso de recursos e maior divulgação de suas potencialidades. Melhorias nas estruturas físicas foram ou estão sendo implementadas em todas as suas unidades, graças a convênios com outras instituições e aos recursos garimpados para o processo de expansão e consolidação da UFS.

A expansão, consolidação e interiorização da Universidade Federal de Sergipe, a aparelhagem e a sofisticação de seus laboratórios são etapas essenciais para a formação de recursos humanos e a geração de novos conhecimentos, fundamentais ao processo de desenvolvimento econômico e social do Estado de Sergipe, de aprimoramento da cidadania e da construção democrática. Nesse sentido, diversas ações já foram implementadas e outras importantes propostas para o crescimento e desenvolvimento da UFS estão sendo discutidas e aplicadas, como é o caso da referida construção da subestação elétrica SE UFS 69kV.

A Universidade Federal de Sergipe está crescendo em ritmo acelerado. Esta significativa ampliação dos serviços oferecidos à sociedade nos últimos anos está sendo acompanhada por aumentos proporcionais dos seus custos operacionais, de tal modo que a Instituição precisa monitorar e controlar permanentemente seus gastos, criando instrumentos para um melhor gerenciamento dos recursos. A otimização de recursos deve ser a meta de qualquer gestão responsável.

O maior contrato de prestação de serviços que a Universidade Federal de Sergipe mantém como contratante é o de fornecimento de energia elétrica. Em 2016 foram gastos cerca de R$ 9,75 milhões com esse insumo (considerando os impostos federais, responsáveis por R$ 517 mil). Isto representou uma elevação de 29% em relação a 2014, quando a UFS gastou aproximadamente R$ 7 milhões em energia elétrica.

Para diminuir esse impacto, a UFS esta executando a construção da subestação de alta tensão (69kV), já mencionada, a um custo de R$ 5.318,736,91, que deve suprir as demandas do campus de São Cristóvão pelos próximos vinte anos. Esta obra, quando finalizada em dezembro/2017, garantirá o fornecimento de energia para todas as estruturas instaladas no campus de São Cristóvão, bem como reduzirá em cerca de 30% os custos atuais com energia elétrica. Essa obra compreende a instalação de: 01 entrada de linha 69 kVcom disjuntor; 02 conexões 69 kV dos transformadores 69 / 13,8 kV; 02 conexões 13,8 kV dos transformadores 69 / 13,8 kV com disjuntor comum; 02 transformadores 69/13,8 kV; 5 MVA-7,25MVA; 02 entradas de linha 13,8 kV, cada uma com proteção individual; 01 banco de capacitores 1,2 MVAr.

Nós somos gratos a todos os nossos técnicos, professores e assessores que se empenharam e se empenham para o sucesso deste empreendimento. A todos, o penhor da nossa gratidão.


Atualizado em: Seg, 25 de setembro de 2017, 15:32
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