Qua, 24 de janeiro de 2018, 17:34

Projeto Além do Dojô trabalha o karatê como ferramenta para o controle e desenvolvimento pessoal
Com participações em três campeonatos, o projeto já soma 15 medalhas
Projeto, que realiza treinos às terças e quintas, possui 35 integrantes. (fotos: Dayanne Carvalho/bolsista Ascom-UFS)
Projeto, que realiza treinos às terças e quintas, possui 35 integrantes. (fotos: Dayanne Carvalho/bolsista Ascom-UFS)

Para quem busca uma vida com mais foco e equilíbrio, a experiência com o karatê pode ser uma alternativa viável, inclusive para aqueles que estão imersos no ambiente acadêmico. Após observar que o karatê não fazia parte da grade de esportes ofertados pela universidade, um grupo de cinco estudantes se juntou para dar início ao “Além do Dojô”*.

Antes mesmo de o projeto ser iniciado em junho de 2016, os alunos já treinavam de forma improvisada nos horários disponíveis da quadra, até que o professor Felipe Aidar, do Departamento de Educação Física da UFS (DEF), ajudou a seguir com o projeto.


Para o estudante Lucas Mendes, a experiência de competir em outras universidades faz com que eles promovam ainda mais o projeto.
Para o estudante Lucas Mendes, a experiência de competir em outras universidades faz com que eles promovam ainda mais o projeto.

“Em todos os projetos que eles trazem para melhorar a sociedade através do esporte a gente tem dado todo apoio, porque achamos que o esporte é um vetor de melhorias tanto do ponto de vista físico, como do psicológico e social. A gente tem conseguido, através deles, muitos resultados e pretendemos continuar dando apoio enquanto eles quiserem”, ressalta Felipe.

De acordo com o estudante Lucas José Mendes, um dos integrantes do projeto, os treinos, realizados às terças e quintas-feiras das 17h às 19h, utilizam o estilo Shotokan e são voltados para os exames de faixas e para dar base ao grupo.

“A gente aprende sequências de movimentos e os katás [lutas imaginárias]. Em cada faixa que a gente tem do karatê, a gente aprende um katá. No exame de faixa, além dos movimentos, a gente faz um katá, é avaliado por pessoas graduadas em faixa preta da Federação Sergipana de Karatê e passa para próxima faixa”, explica.

Premiações


Vitor Vieira ficou com a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Universitário de Karatê.
Vitor Vieira ficou com a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Universitário de Karatê.

Para competir nos campeonatos no âmbito estadual, o projeto precisa do apoio do Médici Karatê Clube, já que a UFS não é uma entidade cadastrada na Federação Sergipana de Karatê (FSK), segundo Lucas.

Em agosto do ano passado, o grupo fechou parceria com a FSK, que financiou o primeiro exame de faixa e colaborou para primeira participação em um campeonato. De acordo com Albert Macedo, integrante do “Além do Dojô”, das 35 pessoas que fazem parte do projeto, nove competiram no Open Aracaju, em setembro de 2017, e voltaram com 11 medalhas.

“Depois disso, teve o Campeonato Brasileiro Universitário de Karatê, em Lauro de Freitas, na Bahia, que aconteceu em outubro junto com o Campeonato Brasileiro de Karatê. E em novembro, nós tivemos a Copa Interiorana de Karatê, em Alagoinhas, também na Bahia. Foram dois participantes e três medalhas (uma prata e dois bronzes)”, informa Albert, que voltou de Lauro de Freitas com uma medalha de bronze no peito.

Crescimento


Já Albert Macedo ficou com o bronze no Campeonato Brasileiro Universitário de Karatê.
Já Albert Macedo ficou com o bronze no Campeonato Brasileiro Universitário de Karatê.

Para Lucas, a experiência de competir em outras universidades faz com que eles promovam ainda mais o projeto e incentivem o mesmo crescimento em outras universidades.

“A gente viu que tinha muitos atletas que competiam pela universidade, mas não treinava na universidade. Foi um reconhecimento do nosso esforço e não só do projeto, mas também como atleta porque o sonho de qualquer atleta é ser campeão em nível nacional”, destaca.


Projeto Além do Dojô pretende ampliar vagas e abrir mais turmas em diferentes horários.
Projeto Além do Dojô pretende ampliar vagas e abrir mais turmas em diferentes horários.

Segundo Felipe, as medalhas não são a causa, mas sim uma consequência. “A gente quer propiciar a educação através do esporte e entendemos que a luta é um excelente caminho. A primeira coisa que a gente está preocupada é formar o cidadão, o segundo ponto é a parte física, psicológica e social, e num terceiro momento, o desenvolvimento do esporte”, analisa o professor.

No momento, uma das metas do projeto é ampliar o número de vagas e abrir mais turmas em diferentes horários para que haja mais treinos.

*O projeto, que até o fechamento da matéria se chamava Além do Kiai, mudou recentemente para Além do Dojô. Dojô é um local respeitado onde são treinadas as artes marciais japonesas.

Ascom

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Atualizado em: Sex, 26 de janeiro de 2018, 17:51
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