Sex, 09 de fevereiro de 2018, 11:33

Peac realiza debate na UFS sobre gerenciamento costeiro
Pescadores e marisqueiras do litoral sergipano e baiano participaram do encontro
Atividade compôs programação da 14ª reunião da 4ª gestão do Conselho Gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (Peac/UFS). (fotos: divulgação Peac)
Atividade compôs programação da 14ª reunião da 4ª gestão do Conselho Gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (Peac/UFS). (fotos: divulgação Peac)

Entre os dias 2 e 3 de fevereiro, pescadores e marisqueiras do litoral sergipano e baiano reuniram-se no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe para debater assuntos relacionados à defesa de seus territórios - o Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro (Gerci), a Lei de Carcinicultura e o Teste de Longa Duração TLD/Farfan.

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A atividade compôs a programação da 14ª reunião da 4ª gestão do Conselho Gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (Peac/UFS) e teve como objetivo munir os povos e comunidades tradicionais com informações essenciais à defesa de seus territórios. "A grande reflexão acerca dos empreendimentos em torno da exploração de recursos naturais está no tipo de desenvolvimento econômico que se propõe. A riqueza produzida precisa ser voltada às populações", afirmou o geólogo e consultor sênior Heitor Pereira.

Representando o Ministério Público Federal (MPF/SE), o assessor Guilherme Tude destacou a importância da instrumentalização das comunidades para defender seus modos de vida. "Precisamos estar atentos para que os conselhos e as consultas públicas não sejam meros instrumentos capitaneados por pessoas que não têm compromisso com os territórios", destacou Guilherme, que é assessor da procuradora Lívia Tinoco.


Reunião ocorreu nos dias 2 e 3 de fevereiro no campus de São Cristóvão.
Reunião ocorreu nos dias 2 e 3 de fevereiro no campus de São Cristóvão.

Guilherme também tirou dúvidas dos presentes a respeito da carcinicultura, atividade econômica em expansão no litoral brasileiro, especificamente nas regiões de manguezais, que consiste na criação de camarões em viveiros. “O MPF não é contra a criação de camarão. A questão é que precisamos encontrar um modelo de atividade econômica que não promova degradação ambiental, porque sabemos que o mangue é um berçário que sofre a influência das marés e é responsável pela criação de 90 espécie marinhas. É por isso que estamos alertando para o fato de que o avanço indiscriminado dos viveiros vai levar à extinção de várias espécies marinhas. Só em Sergipe há 136 ações judiciais em trâmite sobre a carcinicultura”, destacou o assessor ao enfatizar que o MPF está aberto à participação dos conselheiros e de qualquer pessoa que leve por escrito essas situações, para que o órgão tome providências o mais rápido possível e consiga elementos comprobatórios.

Representando o Núcleo de Pesquisa e Produção de Conhecimentos do Peac, a pós-doutoranda em Geografia pela UFS, Mercedes Solà, apresentou dados e informações levantadas a respeito da legislação ambiental e do gerenciamento costeiro no Brasil, com o objetivo de qualificar o debate junto às lideranças comunitárias. “Ter conhecimento sobre a maneira como a política de gerenciamento costeiro está sendo implementada em nosso território é perceber que há impactos nos modos de vida dos povos e comunidades tradicionais”, explicou Mercedes.

Compuseram ainda a mesa de debate o bolsista do Conselho Gestor Felipe Marques e a analista Cátia Santos, do Núcleo de Pesquisa e Produção do Conhecimento do Peac.

Peac


Atualizado em: Sex, 09 de fevereiro de 2018, 11:44
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