Ter, 12 de novembro de 2019, 14:59

Audiência Pública debate programas sociais e importância da UFS
Programas de Iniciação à Docência, Residência Pedagógica e Idioma Sem Fronteiras estiveram em pauta
“São programas estratégicos para o país e universidades. Infelizmente não temos ainda a certeza sobre a continuidade, sobretudo a respeito do Residência Pedagógica e do Pibid", declarou Dilton Maynard, pró-reitor de Graduação. Foto: Jadilson Simões/Alese
“São programas estratégicos para o país e universidades. Infelizmente não temos ainda a certeza sobre a continuidade, sobretudo a respeito do Residência Pedagógica e do Pibid", declarou Dilton Maynard, pró-reitor de Graduação. Foto: Jadilson Simões/Alese

Aconteceu na manhã desta segunda-feira, 11, audiência pública para tratar dos programas de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), o de Residência Pedagógica (RP) e o de Idioma Sem Fronteiras (ISF), que beneficiam alunos de escolas públicas e são, agora, ameaçados pelos cortes de verbas promovidos pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC).

A iniciativa, que teve como tema “Em defesa do PIBID, RP e ISF e da importância da UFS para a Educação em Sergipe”, foi de autoria do deputado estadual Iran Barbosa (PT). Segundo o parlamentar, o objetivo do debate é o de encontrar políticas que sejam de resistência ao desmonte da Educação do Ensino Superior, Básica e da educação pública do país.

“Queremos resistir aos cortes que estão sendo feitos no âmbito da Educação. Isso tem afetado os programas das universidades que vêm sofrendo dura consequência em função desses cortes prejudicando as pesquisas e projetos de iniciação científica”, declarou o parlamentar.

O doutor em Educação pela UNICAMP e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Christian Lindberg Lopes do Nascimento, que apresentou o Programa Residência Pedagógica (RP), declarou que 700 pessoas estão envolvidas de forma direta, entre professores e alunos da educação superior, e que poderão ser prejudicadas com a falta de renovação do contrato que vencerá em 2020. “Nossa principal reivindicação parte de uma situação de instabilidade porque o programa termina no dia 31 de janeiro de 2020 e não existe sinalização por parte dos órgãos federais a sua manutenção”, afirmou.

Christian Lindberg destacou que o programa é importante não só para a formação inicial dos futuros professores, mais principalmente na perspectiva de apresentar possíveis soluções para tornar as aulas e o processo educativo mais dinâmicos. As cidades atendidas pelo Programa Residência Pedagógicas (RP) da UFS são Arauá, Moita Bonita, Itabaiana, Campo do Brito, Aracaju, Estância, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. “A falta de renovação do contrato irá prejudicar também estudantes secundaristas que estão vinculados às 42 escolas que participam do programa”, colocou o doutor em Educação.

Marlene de Almeida Augusto de Souza, doutora pela USP e professora do Departamento de Letras Estrangeiras da UFS, durante seu pronunciamento, destacou que o Programa de Iniciação à Docência (PIBID) não só atende a formação inicial da graduação como também a formação continuada dos professores que já estão atuando na rede.

“A educação está em constante transformação, então a universidade tem o conhecimento teórico que pode contribuir com a prática dos professores no sentido de buscarem novas estratégias para o ensino das diferentes áreas como Português, Matemática, Engenharia, Química, Biologia e outras. Então, entendo que esse programa é uma forma de buscar oportunidade e estratégias para melhorar o ensino do modo geral”, colocou.

Já a doutora em Educação pela UFS, professora e coordenadora do Programa Idiomas Sem Fronteiras na UFS, Elaine Maria Santos, declarou que com a perda das verbas, o Programa Idioma Sem Fronteiras, sofreu com a diminuição da quantidade do público de 450 para 150 pessoas por mês.

“Com o programa, alunos e servidores da universidade tiveram acesso gratuito a cursos de línguas estrangeiras por 4 horas semanas. Eles poderiam se dedicar ao Francês, Inglês, Espanhol e até mesmo Português para estrangeiros que vem aqui fazer pesquisas e precisam da certificação de proficiência para poder dar continuidade. Até o momento em que a UFS tiver verbas próprias para poder financiar iremos fazer. Por isso, precisamos do apoio da Alese porque vai ficar cada vez mais difícil de continuar a fazer esse trabalho junto à comunidade”.

Por fim, o doutor em História pela UFPE e pró-Reitor de Graduação da UFS, Dilton Cândido Santos Maynard, parabenizou o deputado Iran Barbosa pela iniciativa e apontou as dificuldades que as universidades acabaram encontrando pela incerteza no que diz respeito à continuidade de três programas considerados fundamentais para a graduação, que ajudam a diminuir a distâncias entre a teoria e a prática.

“São programas estratégicos para o país e universidades. Infelizmente não temos ainda a certeza sobre a continuidade, sobretudo a respeito do Residência Pedagógica e do PIBID. Eles são programas que a gente considera estratégicos porque ajudam tanto na formação continuada do professor que está em sala de aula, e os alunos, o que é uma maneira de valorizar a formação docente”, finalizou.

Por Kelly Monique Oliveira – Rede Alese


Atualizado em: Ter, 12 de novembro de 2019, 15:30
Notícias UFS