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Painel reúne pesquisadores da UFS e órgãos da saúde no combate à doença
Qui, 17 de dezembro de 2015, 17:15
Painel reúne pesquisadores da UFS e órgãos da saúde no combate à doença
Painel reúne pesquisadores da UFS e órgãos da saúde no combate à doença
Zyka: Painel reúne pesquisadores e órgãosVictor Sarmento explicou de que forma as pesquisas serão aplicadas à comunidade
Após a notificação de 118 casos de microcefalia nos municípios sergipanos, feita pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Universidade Federal de Sergipe – através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) - reuniu na última terça-feira, 15, pesquisadores da instituição e de entidades públicas de saúde com o objetivo de construir uma agenda de trabalho interinstitucional e a definição de linhas estratégicas para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, principal vetor de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zyka vírus.
De acordo com o reitor da UFS, professor Angelo Roberto Antoniolli, os dados atuais mostram um momento bastante delicado da saúde pública no Brasil e requerem, além do apoio das mais diversas áreas de conhecimento, o incentivo e a aplicação de pesquisas ligadas ao tema. “Desde 2008, quando tivemos o primeiro surto de dengue no estado, membros do corpo docente da UFS têm se dedicado às pesquisas na área e nada mais justo que, nesse momento mais crítico, reunirmos essas produções, compartilhá-las com a sociedade e trabalharmos junto a outros setores institucionais. A UFS é a maior casa do saber do nosso estado e ela estará à disposição no que se refere ao estudo e ao combate dessas doenças”, explicou Angelo.
Para que essas pesquisas ultrapassem os muros da universidade e atinjam sua aplicabilidade no cenário atual, combatendo o zyka vírus e a microcefalia, o coordenador de pesquisa da UFS, Victor Hugo Vitorino Sarmento, explicou que, além do Painel inicial, realizado na sala dos Conselhos, a instituição irá promover um cronograma de atividades junto aos órgãos da saúde. “Em nenhum país do mundo se faz pesquisa sozinho. Por isso, é de fundamental importância que outros órgãos estejam dispostos a compartilhar suas experiências e, nesse momento inicial, já sentimos a disponibilidade de muitos no que se refere ao zyka vírus e à microcefalia. Para serem aplicadas, as pesquisas precisam de incentivo, de suporte, e de pessoas comprometidas com a sociedade. Nós estamos”, disse Victor Hugo.
Durante o Painel, o professor do departamento de Medicina do Campus de Lagarto e assessor da Vigilância Epidemiológica da SES, Marco Aurélio de Oliveira Goes, salientou a importância do evento, fez um panorama dos casos de contaminação pelo Aedes Aegypti nos municípios sergipanos e ressaltou a associação do mosquito ao zyka vírus e à microcefalia. “Neste momento, temos três doenças associadas ao mosquito, dentre elas a Zyka, cujos estudos ainda não estão concluídos, mas já indicam várias relações com o surto de microcefalia em todo o país, sobretudo no Nordeste. Essa ação de interinstitucionalidade promovida pela UFS é de grande importância, pois é necessário trabalhar com diversas áreas de conhecimento para a solução do problema”, explicou Marco Aurélio.
Ele ressaltou ainda a importância dos cuidados com as gestantes. “Com a notificação do Ministério da Saúde de que o zyka vírus foi encontrado na placenta de bebês que nasceram com microcefalia, o cuidado com a gestação deve ser ainda maior. Uso de repelentes e de roupas que cubram braços e pernas são atitudes recomendadas para toda a gestação, principalmente no primeiro trimestre, quando há maior risco de má-formação”.
Mutirão de atendimento no HU
Na ocasião, o chefe da Unidade de Atenção à Criança e ao Adolescente do Hospital Universitário (HU), Marco Valadares, falou sobre o mutirão de atendimento a gestantes e bebês infectados pelo zyka vírus, a ser realizado em parceria com a SES. “Mães e bebês infectados pelo zyka vírus precisam de um acompanhamento multidisciplinar, que vai muito além do obstetra e do pediatra. Nesta quinta-feira, a partir das 7h, uma equipe composta por diversos profissionais da saúde e do próprio HU estará atendendo esses casos em livre demanda. Num primeiro momento, faremos uma avaliação clínica, com a coleta de material para alguns exames”, explicou.
Ele disse ainda que são esperados cerca de 50 bebês nascidos com o perímetro cefálico inferior a 32 centímetros, considerados casos suspeitos de microcefalia e ressaltou a importância do diagnóstico e tratamento precoces, a fim de que crianças diagnosticadas com a microcefalia tenham uma vida saudável. “A partir do diagnóstico preciso e das alterações clínicas a ele associadas, teremos que partir para um segundo momento, com a elaboração de perspectivas prognósticas e terapêuticas para cada caso; buscando minimizar os efeitos deletérios para esses pacientes e otimizando a sua inserção no contexto familiar e social”, comenta.
O mutirão acontecerá no Auditório de Pedriatia do HU.