
Desde 15 de dezembro do ano passado, a Universidade Federal de Sergipe vem discutindo publicamente a urgência do combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya.
As atividades iniciaram com a promoção do Painel de Especialistas, que reuniu pesquisadores da instituição e de entidades públicas de saúde com o objetivo de construir uma agenda de trabalho interinstitucional e a definição de linhas estratégicas para o combate ao mosquito Aedes aegypti, e se estenderam às ações deassistência, com a atuação do Hospital Universitário, combate e mobilização, com a participação das diversas pró-reitorias, e também na área da pesquisa, com o desenvolvimento de estudos que busquem respostas para os problemas com o Aedes aegypti.
Nesta sexta-feira, 19, a UFS juntou-se à campanha do Governo Federal denominada Mobilização Nacional da Educação Zika Zero. As ações ocorreram nos diversos campi da instituição.
São Cristóvão
Na Cidade Universitária Professor José Aloísio de Campos, em São Cristóvão, um cortejo saiu da entrada do terminal de ônibus e percorreu diversos setores para conversar com alunos, professores e técnicos e distribuir panfletos informativos visando conscientizar a população universitária sobre a necessidade de combate ao Aedes aegypti.
Veja as imagens da caminhada pela Cidade Universitária
A animação foi garantida pelo grupo de teatro Cones, da SMTT, que embalou uma bem-humorada paródia da música “Metralhadora”. A diretora do grupo, Tetê Nahas, explica que “as pessoas têm uma mania de não querer ouvir aquilo que é mais formal. Através da brincadeira a gente também diz coisas sérias e assim, quem sabe, alguns levam para casa a consciência de que temos de matar o mosquito”.
“A arte, de uma maneira geral, é uma forma de contaminação e de divulgação muito mais eficiente do que qualquer outro tipo de ação. A presença dos profissionais, das instituições que têm essa preocupação, é bem-vinda”, avaliou o reitor Angelo Antoniolli. “A sociedade sergipana pode esperar da UFS uma ação constante e massiva nesse combate”, concluiu.
Alunos do Colégio de Aplicação (Codap) também participaram da ação. “Queremos conscientizar as pessoas dos riscos que esse mosquito pode nos trazer. De como as pessoas podem se reeducar. Isso é algo que fará bem para nós mesmos”, afirmou o aluno Lucas Vinícius.
Frascos com repelente natural, feitos a partir de citronela, também foram distribuídos durante o cortejo na Cidade Universitária. Os repelentes, para uso imediato, foram elaborados por membros do Departamento de Farmácia.
Itabaiana
Itabaiana recebeu a visita do ministro da Cultura, Juca Ferreira, do governador do Estado, Jackson Barreto, do secretário de Educação do Estado, Jorge Carvalho, do secretário da Saúde, José Macedo Sobral, e de diversas lideranças políticas da região.
Confira as fotos da mobilização em Itabaiana
Numa programação que durou a manhã inteira, eles visitaram a Escola Murilo Braga, local onde ocorreram palestras de conscientização e procuraram por focos de infestação do mosquito.
Alunos de várias escolas do município foram mobilizados nas chamadas brigadas da educação do Estado. Eles visitaram as escolas para verificar se há mosquito, foco ou se não possuem nenhum tipo de infestação. Cada escola ganhará um selo de acordo com sua situação.
Wellington Barros da Silva, coordenador de Tecnologias Sociais e Ambientais da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) esteve no evento representando a UFS e avaliou como positiva a estratégia dos brigadistas. “É algo para discutirmos na nossa próxima reunião do Comitê Central”.
Aracaju
Em Aracaju, o foco da Mobilização Nacional da Educação Zika Zero ocorreu no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS). Tanto os pacientes do ambulatório quanto a vizinhança da área onde o HU está instalado receberam orientações sobre o combate e prevenção ao mosquito. A ação foi comandada pelo reitor da UFS, Angelo Antoniolli, e pela superintendente do hospital, Angela Silva.
Veja as fotos da ação em Aracaju
“Estamos deixando as nossas atividades de gabinete um pouco de lado hoje para uma causa muito importante, que é orientar a população. Um fato preocupante é que, em alguns locais, mais de 80% dos focos estão dentro das casas das pessoas. A população tem que ajudar a combater o mosquito, por isso que estamos fazendo esse trabalho, indo de casa em casa”, explicou o reitor da UFS.
Para a superintendente do HU, Angela Silva, esse contato com a população é fundamental. “O reitor já esteve hoje no Colégio de Aplicação, por entender a importância desses alunos enquanto multiplicadores do conhecimento em casa, e hoje estamos percorrendo a comunidade que reside próximo ao HU. Esse trabalho de orientação e, em alguns casos, de eliminação de focos, é certamente muito valioso para a sociedade”, opinou a superintendente do HU.
Uma das residências visitadas foi a da atendente de telemarketing Anne Karoline Santos. “Fiquei surpresa com a visita do pessoal da universidade e do Hospital Universitário. É muito importante também dizer as pessoas que não joguem lixo na rua, não juntem água sem os cuidados, senão todo mundo fica doente”, disse.
Outro local visitado foi o estabelecimento comercial da senhora Terezinha Rocha. “Aqui é tudo limpinho, temos o maior cuidado. O problema é que muitas vezes a gente cuida e os vizinhos não cuidam, aí a nossa família se prejudica”, alertou a comerciante, que estava acompanhada da amiga Maria de Lourdes Nascimento. “Na minha casa tomo todos os cuidados, mas essa visita da universidade e do hospital é muito importante para ensinar as pessoas como acabar com esse mosquito”, complementou Maria de Lourdes.
Membros do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HU-UFS também vistoriaram as residências e entregaram material informativo. Além disso, no último dia 28 de fevereiro, o HU publicou uma portaria instituindo a Brigada de Combate ao Mosquito Aedes aegypti. Todos os componentes da brigada participaram da ação desta sexta-feira. O jornalista Herton Escobar e o repórter fotográfico Tiago Queiroz, ambos do jornal O Estado de São Paulo, acompanharam a mobilização.
Lagarto
Em Lagarto, a mobilização ocorreu no Hospital Universitário Monsenhor Daltro e teve a participação de professores e estudantes. Eles distribuíram panfletos e dialogaram com pacientes e visitantes, explicando sobre a gravidade das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e orientando para a necessidade da prevenção à proliferação do inseto.
Confira as fotos da mobilização em Lagarto
A diretora acadêmico-pedagógica do campus de Lagarto, Adriana Carvalho, ressaltou a importância do combate ao mosquito, sobretudo após uma visita a residências na cidade. “No último sábado fizemos visitas domiciliares no entorno do campus e verificamos que em todas as casas havia focos do mosquito, com larvas”, relata. “Isso ressalta a importância de ações como esta e de conscientização da população para o combate a um vetor que consegue carregar em si três vírus distintos”, enfatiza Adriana.
AscomUFS
Assessoria de Imprensa do HU
AscomUFS/Lagarto
