Seg, 26 de setembro de 2011, 13:47

Protestantismo brasileiro: o terceiro elemento
Protestantismo brasileiro: o terceiro elemento

Saber Ciência /Antônio Santos


08/06/2010


O Brasil é um cenário religioso que oferece uma imensa diversidade de credos e opções para todos os tipos de gosto. Desta forma o Mercado Religioso Brasileiro vem se destacando por ser uma fonte riquíssima de exemplos de religiões. Um dos segmentos religiosos que vem ascendendo no âmbito atual é o movimento evangélico, denominado de protestantismo, o qual ao longo de sua história se caracterizou em três grupos litúrgicos.


O primeiro conhecido como protestantismo histórico, é originário das reformas do século XVI e XVIII, e que atua no Brasil, dentre elas, a Presbiteriana, Batista, Luterana e a Metodista, se caracterizam pela sua conversação claramente racional, fundamentada numa liturgia salvacionista, acompanhada de valores tradicional, respaldados nos escritos Veterotestamentário e Neotestamentário das Sagradas Escrituras, onde a Bíblia é aceita no seu todo como fonte de inspiração de Deus para o homem.
O segundo grupo protestante é as Igrejas pentecostais, que vêm ascendendo na sociedade em virtude de suas práticas litúrgicas proferidas, dentre elas: Assembléia de Deus (1911), Evangelho Quadrangular (1951); O Brasil para Cristo (1955) e Deus é Amor (1962). Essas igrejas são conhecidas pela ação do sobrenatural no campo religioso e pela busca incessante pelo dom e manifestação do Espírito Santo.
O terceiro elemento em destaque é o neopentecostalismo que se constitui um grupo novo e sedutor, pelo fato de reformular os discursos e liturgias desse outros grupos “históricos e pentecostais”, que já vem atuando no Brasil há mais tempo. Dentre as Igrejas que estão arroladas nesta classe religiosa, citamos a Universal do Reino de Deus-(1977 /IURD), Internacional da Graça de Deus (1980), Mundial do Poder de Deus (1998) e Renascer em Cristo (1986).
Estes grupos vêm utilizando como ferramenta principal de evangelização contemporânea o poder da mídia, na busca incansável de fieis. Em sua liturgia o pastor identifica cada manifestação de cura e coloca em dúvida com ironia o poder da medicina tradicional e de outras religiões que também têm forte relação com a magia onde as práticas populares de cura, como benzedura, e os rituais de cura do candomblé e da umbanda são criticados.
Uma das grandes razões pelas quais as religiões tradicionais perdem espaço para as pós-modernas, é o fato de que, enquanto as tradicionais pregam uma salvação voltada para a questão eterna sem priorizar o ser humano como um todo; as neopentencostais agem e prega o contrário, priorizando as necessidades básicas deste homem, como: prosperidade financeira, sucesso na relação amorosa, emprego estável com carteira assinada e acima de tudo a cura para os seus problemas físicos, emocionais e espirituais.
A principal crítica dos grupos históricos e pentecostais a algumas das igrejas desse novo grupo religioso é o risco de manipulação dos sentimentos, sonhos e desejos dos fiéis por meio de promessas de prosperidade terrena, fundamentando-se na teologia da prosperidade, perdendo o foco da ação divina na vida humana que constitui a ética salvacionista.
É indispensável no âmbito desta diversidade religiosa comprovada no Brasil, o uso da tolerância, respeito, diálogo, e principalmente o cuidado com os fiéis que em muitos dos casos tornam-se reféns de práticas religiosas agressivas. Esses valores constituem em uma importante homilia para se conviver neste competitivo mercado religioso.


Currículo
Licenciando em História pela Universidade Tiradentes.


Atualizado em: Seg, 26 de setembro de 2011, 13:48
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