
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou, nesta sexta-feira (6) no Campus de São Cristóvão, o evento FisioDay Mulher, evento voltado à promoção da saúde feminina em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A iniciativa foi promovida pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) em parceria com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 17ª Região (Crefito-17) e reuniu profissionais da área da saúde para dialogar sobre temas como sintomas da menopausa, diástase abdominal, entre outros.
A programação contou com um bate-papo aberto com fisioterapeutas e especialistas sobre assuntos que ainda geram dúvidas e tabus, como sintomas da menopausa, diástase abdominal, dores na relação sexual e complicações decorrentes do tratamento do câncer de colo do útero. O objetivo foi ampliar o acesso à informação e incentivar o autocuidado entre mulheres de diferentes faixas etárias.
A professora da UFS do de Departamento de Fisioterapia (DFT) e presidente da Câmara Técnica de Fisioterapia na Saúde da Mulher do Crefito-17, Rubneide Gallo, explicou que o evento surgiu da parceria entre o conselho e projetos de extensão da universidade, como o ViverZen e o Ginástica no Campus. Segundo ela, a proposta é aproximar a comunidade de informações sobre disfunções que podem ocorrer em diferentes fases da vida da mulher.
“Neste mês da mulher, é importante que ela conheça as disfunções comuns em diversas fases do ciclo da vida. O evento é voltado para a comunidade geral de mulheres, onde aqui fisioterapeutas e especialistas debatem sobre a temática, mostrando o papel da fisioterapia nessas disfunções, como a síndrome da menopausa, complicações do câncer de colo de útero, dor na relação sexual, que muitas vezes a gente acha que é normal e não é normal, além das disfunções no pós-parto que são muito comum na mulher pós-nascimento do bebê. Então a ideia é mostrar, que tem tratamento e que a fisioterapia pode contribuir positivamente”, explicou.

A mediação do encontro foi realizada pela fisioterapeuta Lorene Caroline Ramiro, que destacou a importância do evento para estimular o autoconhecimento e abordar temas pouco divulgados sobre a saúde feminina.
Ela ressaltou que o evento abordou diferentes etapas do ciclo de vida da mulher, desde a adolescência até a fase pós-menopausa. “É um momento importante para falar sobre a questão do autoconhecimento, autocuidado, despertar isso na mulher, que tem muitos tabus e aí a gente vai ajudar a quebrar alguns tabus importantes nesse âmbito, principalmente nesse período que fala-se muito sobre a violência, está sendo falado, e a importância do cuidado da saúde feminina”, disse.

Entre as palestrantes, a fisioterapeuta pélvica Mila Pires ressaltou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre esse segmento que, segundo ela, ainda é pouco conhecido por muitas mulheres.
“Uma grande maioria ainda não sabe que existe a fisioterapia pélvica e qual a importância dela na vida da mulher. A região pélvica ainda é cercada de muitos tabus, e muitas vezes o conhecimento não é transmitido de geração para geração. Nosso papel é informar e ajudar as mulheres a entenderem o que é normal e o que precisa de acompanhamento. Isso vale para todas as fases da vida, desde a infância até a vida adulta”, afirmou.

Especialista em saúde da mulher, a fisioterapeuta Luciana Barretto, abordou os sintomas da menopausa, destacando que a informação é uma ferramenta fundamental para melhorar a qualidade de vida das mulheres nessa fase.
“A menopausa é uma fase que provoca diversas mudanças na vida da mulher. Por isso é importante entender o que acontece e o que pode ser feito para amenizar os sintomas. Hoje temos avanços na medicina, na fisioterapia e também em hábitos de vida que ajudam a reduzir esses impactos. Uma mulher pode entrar na menopausa por volta dos 50 anos e ainda ter muitas décadas de vida pela frente. Por isso, é fundamental levar informação para que ela possa viver essa fase com mais qualidade”, explicou.

Grávida de sete meses do primeiro filho, Juliana Carvalho participou do evento e destacou a importância de iniciativas semelhantes voltadas à comunidade.
“Eventos como esse são muito importantes porque levam informação para além dos profissionais da área. É uma linguagem mais informal, mais acessível e são geralmente os tipos de eventos que a gente mais gosta de ver. A área da saúde no geral é uma área que ela cresce muito e ela muda todos os dias, então um evento como esse tem muito a agregar em todas as áreas da saúde da mulher”, disse a futura mamãe.


Ascom UFS
