
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio da Coordenação de Gestão Ambiental, promoveu durante os dias 9 e 10 de junho, a Semana do Meio Ambiente, realizada no Auditório da Reitoria, no campus São Cristóvão. O evento destinado a pesquisadores, gestores, estudantes e comunidade contou com palestras, mesas-redondas, atividades, além de uma apresentação da Orquestra Sinfônica da UFS (OSUFS).
Com o objetivo de discutir e refletir questões sobre mudanças climáticas, sustentabilidade e responsabilidade ambiental, a programação abordou os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos e destacou a contribuição da pesquisa acadêmica para a sustentabilidade.
O Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Sergipe, Cássio Costa, destacou a relevância da UFS na produção de conhecimento e na busca por soluções para os desafios ambientais no estado.

“A universidade é um espaço importante de produção de conhecimento, de reflexão e de formação do pensamento crítico. Em um momento como este, é fundamental que uma instituição responsável por mais de 90% das pesquisas científicas realizadas no estado de Sergipe promova uma semana tão importante para o meio ambiente e para os órgãos ambientais. Acredito que é justamente em momentos como este que encontramos soluções, dialogamos e construímos possibilidades para enfrentar a crise atual, não apenas a crise ambiental, mas também a crise das mudanças climáticas. A UFS contribui de forma significativa para essa reflexão”.
Nesse contexto, a Semana do Meio Ambiente reforça o protagonismo da UFS não apenas na produção de pesquisas voltadas às questões ambientais, mas também na articulação de espaços de diálogo capazes de aproximar conhecimento científico, gestão pública e sociedade. A iniciativa busca ampliar a reflexão sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular a elaboração de propostas que contribuam para o desenvolvimento sustentável de Sergipe.
Segundo o coordenador da Coordenação de Gestão Ambiental (CGA), Jefferson Arlen Freitas, diante da urgência causada pelos eventos climáticos extremos, a universidade ocupa um papel estratégico na promoção do debate, da conscientização e da construção de soluções sustentáveis para a sociedade.

“Este foi o primeiro evento promovido pela CGA e, até onde sabemos, uma iniciativa inédita. A intenção é dar continuidade nos próximos anos, ampliando cada vez mais seu alcance e dimensão. Trata-se da saúde do único planeta que temos para viver. Não há outra alternativa, e, se não cuidarmos adequadamente dele, comprometemos nossa própria sobrevivência. Por isso, é essencial promover debates sobre meio ambiente, especialmente sobre as mudanças climáticas, tema central desta edição da Semana do Meio Ambiente”.
Jefferson também reforçou a importância das instituições parceiras para articular espaços de diálogo capazes de aproximar conhecimento científico, gestão pública e sociedade. “Acreditamos que a universidade é o espaço mais adequado para essa discussão. Ao reunir órgãos ambientais, pesquisadores, estudantes e a comunidade acadêmica, criamos um ambiente propício para o diálogo e a construção de soluções. Aqui estão presentes o ensino, a pesquisa e a extensão voltados para as questões ambientais, o que faz da universidade um espaço estratégico para refletir sobre os desafios atuais e futuros”.

Entre as ações da Semana do Meio Ambiente, a programação contou com uma exposição de produtos artesanais e alimentícios produzidos por mulheres da região. A artesã Márcia Carvalho foi uma das expositoras do evento, e trouxe ao público bolsas feitas a partir de banners reciclados. Na ocasião, ela reforçou que seu objetivo e das demais artistas é evitar qualquer desperdício, valorizando as características originais e reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
“Trabalhamos com a produção de bolsas recicladas a partir de lonas de eventos. Quando muda o patrocinador ou a divulgação do evento, o material perde sua utilidade original e acaba sendo tratado como lixo. Foi pensando nisso que resgatamos cerca de 300 lonas que estavam armazenadas na Secretaria do Trabalho e destinadas ao descarte. Há dois anos desenvolvemos esse trabalho, recolhendo lonas e transformando-as em produtos reutilizáveis”.

Para a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Ambientais, Hevelley Souza, o papel da universidade consiste em promover a conscientização, a educação ambiental e incentivar ações que contribuam para a mitigação dos impactos climáticos.

Ascom UFS.
