
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) apresentou na última terça-feira, 29, os 16 projetos aprovados para o Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), vinculado ao edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), lançado em 2024. O evento reuniu pesquisadores, docentes e a comunidade acadêmica em seminários e debates realizados ao longo do dia na Didática XVII do Campus São Cristóvão.
O PROEXT-PG consiste em uma iniciativa da (Capes) em parceria com a SESu/MEC, voltada para o fortalecimento das atividades de extensão relacionadas à pós -graduação, por meio de atividades de ensino e pesquisa que dialogam com importantes pautas da sociedade. Além disso, a iniciativa visa o custeio de gestores públicos na elaboração das políticas públicas socialmente relevantes.
Entre os objetivos do programa estão o fortalecimento da formação acadêmico-científica dos estudantes de pós-graduação, atendimento às demandas e necessidades sociais, por meio da priorização de atividades de extensão, além da promoção da transparência na gestão de recursos destinados às ações de extensão, apoiadas pelo PROEXT-PG.
O coordenador do PROEX-PG na UFS e docente do Departamento de Zootecnia, Gladston Arruda, explicou que a proposta da Universidade foi elaborada em conjunto pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e pela Pró-Reitoria de Extensão. Após ser submetida e aprovada, a gestão decidiu transformar o projeto em um guarda-chuva e abrir um edital interno para subprojetos, do qual saíram os 16 apresentados no evento desta terça-feira, e que receberam aporte financeiro para desenvolver seus projetos de extensão.

Ele reforçou que a pós-graduação vem cobrando dos programas a aplicação direta das suas ações, o que leva diretamente à extensão. “Tudo o que a gente produz na universidade precisamos dar uma devolutiva para a comunidade. Temos projetos com comunidades locais, com escolas, com a própria comunidade acadêmica, e projetos que podem gerar políticas públicas, ações de saúde e de educação. É tirar o que se produz dentro da universidade e levar para a comunidade, fazer com que as pessoas descubram o que a gente faz”, destaca.
O Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS (POSGRAP), Eduesley Santana, reforçou que o programa de extensão foi criado com o objetivo de estimular a extensão dentro da pós-graduação.
“A cada quatro anos, os programas de pós-graduação são avaliados pela Capes a fim definir se possuem qualidade suficiente para se manterem no sistema, e desde a última avaliação quadrienal as atividades de extensão passaram a ser uma das variáveis consideradas. O que a gente espera é uma aproximação da pós-graduação com a comunidade, que os resultados da pesquisa que desenvolvemos atinjam a comunidade”, afirma.

Para a coordenadora de Pós-graduação da Universidade Federal de Sergipe (COPGD/UFS), Yzila Araújo, o programa consolida no ambiente acadêmico da instituição o tripé real da educação: ensino, pesquisa e extensão.
“O PROEXT-PG tem uma importância significativa para a nossa universidade, porque havia uma demanda que ainda não tinha se concretizado: a união da Pró-Reitoria de Extensão com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação. São 16 projetos de diferentes áreas do conhecimento, o que valoriza os pesquisadores da pós-graduação que desenvolvem suas pesquisas e trazem essas respostas para a sociedade. Quanto mais a gente se aprofunda, melhor ficamos. E para próxima avaliação quadrienal, promete uma pontuação fortíssima para os projetos desenvolvidos com a sociedade dentro da pós-graduação”, destaca.

Entre os projetos apresentados, a sua grande maioria está concentrada sobretudo na área da saúde, mas também incluem ações em escolas, apoio a mulheres empreendedoras e marisqueiras, agricultura sustentável e direitos humanos. Em São Cristóvão, um dos projetos atende catadoras de mariscos do povoado Colônia Miranda, em São Cristóvão. Em Lagarto, o Pró Saúde Itinerante visa uma abordagem interdisciplinar no território do agreste sergipano, por meio de ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce de algumas enfermidades.
O coordenador do projeto e docente do Departamento de Enfermagem da UFS, Alan Dantas, enfatiza que a iniciativa promove o empoderamento dos usuários por meio de temas como letramento em saúde, literacia digital, prevenção e diagnóstico precoce de doenças, fortalecendo a cidadania.

“O projeto vem sendo desenvolvido no município de Lagarto e mostra o poder de transformação social que a UFS pode proporcionar aos usuários do Sistema Único de Saúde. Eu acredito muito na potencialidade desse projeto, através da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Os alunos da pós-graduação não focam apenas na pesquisa, eles vão também com caráter de extensão, tentando transformar a realidade”, reforça.
Giulia Meneses - Ascom UFS
