Ter, 07 de março de 2017, 17:09

Aumento do gasto com energia elétrica na UFS em 2016 resulta em campanha de conscientização
Instituição pagou quase R$ 10 milhões à fornecedora, 20,3 % a mais do que em 2015
Para o pró-reitor Rosalvo Ferreira, da Proplan, a conta alta de energia acaba inviabilizando melhorias em outras áreas. (foto: arquivo/Adilson Andrade/Ascom UFS)
Para o pró-reitor Rosalvo Ferreira, da Proplan, a conta alta de energia acaba inviabilizando melhorias em outras áreas. (foto: arquivo/Adilson Andrade/Ascom UFS)

Desligar o ar-condicionado, apagar a luz quando sair do ambiente, preferir a iluminação natural em detrimento da artificial: essas são algumas atitudes que ajudam a reduzir o consumo de energia elétrica. A aplicação cotidiana dessas ações pode parecer óbvia, mas os números levantados pela Pró-Reitoria de Planejamento da UFS (Proplan) mostram que elas não devem estar sendo colocadas em prática nos campi e unidades da UFS.

O consumo de energia tem crescido, passando de pouco mais de R$ 8 milhões em 2015 para quase R$ 10 milhões em 2016. O aumento exato da conta foi de R$ 1.643.667,64, o que representa um acréscimo de 20,3%.

Pensando em uma redução de custos através da reeducação da comunidade acadêmica, a Proplan pretende viabilizar uma campanha de conscientização para que estudantes, servidores e pessoas da comunidade em geral que frequentam a UFS passem a consumir a energia de maneira responsável.

O pró-reitor de Planejamento Rosalvo Ferreira explica que, dentro do orçamento que a universidade recebe para arcar com as despesas, a conta alta de energia acaba inviabilizando melhorias em outras áreas. “Se houvesse uma conscientização, [o dinheiro] poderia ser usado para outras finalidades, como compra de material didático, pagamento do pessoal da limpeza, restauração do Resun e uma série de outras demandas que poderiam estar sendo revertidas se essa despesa não fosse tão elevada”.

A ideia primordial da campanha é fazer com que esses pequenos atos de economia de energia repercutam tanto na redução da despesa financeira da universidade quanto na conscientização para o consumo sustentável em casa, fazendo disso uma rotina. “O que estamos imaginando é que isso seja necessariamente contínuo, não apenas um acontecimento isolado”, afirma Rosalvo.

Como desdobramento da campanha, a Proplan planeja outra sobre a redução do consumo de água nos campi.

Consumo

No campus de Itabaiana, os meses de outubro e abril marcam os maiores índices de consumo, somando cerca de 120.120 kWh. Os meses com menores índices foram junho e janeiro, que somam 80.220 kWh. O custo total por usuário durante todo o ano de 2016 soma 237,2 kWh no campus.

Os meses de fevereiro e março, os maiores em consumo no campus de Laranjeiras, somam 37.146 kWh. Junho e julho, meses em que menos se consumiu, somam 19.926 kWh. Por usuário o custo de uso durante o ano foi de 191,92 kWh.

Em Lagarto, os maiores índices de consumo foram marcados nos meses de dezembro e novembro, somando 35.752 kWh. Março e setembro foram os menores em consumo, somando 14.350 kWh. Cada usuário consumiu durante todo o ano cerca de 60,94 kWh.

O campus de São Cristóvão, com o maior número de estudantes e servidores, é o que marca o maior índice de consumo, somando 12.878.538 kWh. Aí, os meses de maior índice de consumo foram março e abril, somando 2.549.561 kWh. Os de menor consumo foram junho e dezembro, somando 1.681.101 kWh. Por usuário o consumo foi de 591,9 kWh.

Aumento do consumo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece que toda fornecedora de energia estipule um horário de ponta de três horas – em que a tarifa cobrada é mais elevada – entre as 17h e 22h. A Energisa, que fornece energia elétrica para a UFS, determina que seu horário mais caro de consumo é entre as 17h30 e 20h30.

A preocupação da Proplan é que o consumo tem aumentado nos últimos meses. De dezembro de 2015 a outubro de 2016, a UFS consumiu uma média de 970.765 kWh nesse horário de ponta estipulado pela fornecedora.

Em termos gerais, o levantamento feito pela Proplan apontou que os horários de maior intensidade de calor no dia foram os de maior consumo, resultado do maior uso de equipamentos de ar condicionado. Embora nos horários noturnos o consumo tenda a diminuir pelo fim do expediente administrativo, é o período que a tarifa custa cerca de 5,5 vezes mais.

O relatório ainda aponta que nos meses de fevereiro a outubro de 2016 o consumo de energia nos horário de ponta e fora dele teve um aumento significativo. Esse acréscimo é atribuído à construção de novos prédios, resultando no aumento de uso de computadores, de equipamentos laboratoriais e de climatização de ambientes. Além disso, o valor da fatura também reflete a mudança de bandeira e o aumento de tarifa.

Apesar da expansão, o engenheiro eletricista da UFS Ulysses Cruz entende que um dos maiores problemas é que a energia gasta não está sendo bem aproveitada. “Como a universidade está crescendo, consequentemente aumenta o consumo de energia; temos que repensar em como usar essa energia para crescer em proficiência”. Daí a importância de uma campanha de conscientização.

Ronaldo Gomes (bolsista)

Luiz Amaro

comunica@ufs.br


Atualizado em: Ter, 07 de março de 2017, 17:41
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