Após a divulgação do Painel de Especialistas “O Aedes aegypti em Questão”, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) lançou uma agenda de trabalho interinstitucional de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.
Leia também:
UFS no ‘Dia D’ contra o Aedes aegypti
Com o trabalho de diversos setores da universidade, em parceria com órgãos estaduais e municipais, o cronograma de atividades de combate ao mosquito conta com quatro principais ações no mês de fevereiro: treinamento com funcionários da limpeza, mutirão de procura de focos do mosquito no campus de São Cristóvão, palestra do Programa #Servidor Cidadão e exibição de uma série de episódios temáticos com especialistas.
Capacitação
Seguindo o cronograma, a primeira ação é o treinamento com os funcionários da limpeza, promovido pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, que enviará um dos seus técnicos para capacitar os funcionários a identificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti. A partir dessa capacitação, os funcionários farão mutirões pela universidade, a fim de diagnosticar a incidência de focos e guiar as ações de combate das possíveis infestações do mosquito.
Servidores
A palestra do segundo encontro do ano do Programa #ServidorCidadão terá como tema “Doenças Exantemáticas: dengue, chikungunya e zika”, que será apresentado pelo farmacêutico-bioquímico, doutor em Ciências da Saúde, Cliomar Alves dos Santos.O evento acontecerá dia 18 de fevereiro, das 14h às 18h, na Sala dos Conselhos, na Reitoria. Os interessados podem realizar suas inscrições até o dia 17 de fevereiro, através do SIGRH, no menu “Capacitação”.
Conteúdo multimídia
Para que a mobilização ultrapasse os muros da universidade e atinja sua aplicabilidade na comunidade sergipana, a TV e a Rádio UFS estão produzindo, através do Programa Conexão Ciência e Saúde, uma série de entrevistas com especialistas para que eles respondam perguntas que orientem e mobilizem a população no combate e prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito.
Dividida em seis episódios temáticos, a série está sendo exibida no canal oficial da UFS no Youtube e na Rádio UFS FM 92.1. O primeiro episódio foi ao ar no dia 3 de fevereiro com o tema “Zika vírus e microcefalia”. Confira abaixo o cronograma dos episódios do programa.
Comitê
“Essas ações são uma resposta à sociedade sergipana de como a universidade vai fazer parte da mobilização de combate ao mosquito e uma resposta ao MEC, que já recomendou ações nacionais”, explica Wellington Barros da Silva, coordenador de Tecnologias Sociais e Ambientais da Pró-Reitoria de Extensão da UFS (Proex).
Wellington salienta que as ações de combate não são pontuais e emergenciais, mas, por determinação do reitor, passam a ser ações permanentes da universidade. Por isso, foi montado um comitê central de mobilização, que vai coordenar e articular as ações através dos grupos de trabalho. “É um problema que não se resolve em curto prazo. É preciso mobilizar os recursos, produzir conhecimento sobre o assunto e estar permanentemente em vigilância para erradicar e evitar que as doenças retornem”, explica.
Íris Brito (bolsista)
Márcio Santana
comunica@ufs.br
