
O segundo dia da 3ª Semana Acadêmico-Cultural (Semac) no campus de São Cristóvão segue com diversas atividades. Dentre elas, está a apresentação de trabalhos pelos estudantes da graduação e pós, uma ação que permite expor tanto para os colegas e servidores quanto para a sociedade parte do que produzem na UFS. A Semac começou ontem, 17, e segue até sexta, 21.
Fillipe Alberto Cardoso, 21 anos, estudante do sétimo período de Fonoaudiologia, apresentou seu trabalho do Pibix em formato de pôster intitulado “Difusão de projetos da UFS com os anões de Itabaianinha: expressividade, voz & cultura”.
Segundo ele, o trabalho consiste em analisar a influência da falta do hormônio de crescimento (GH) na voz dos anões de Itabaianinha e como essa deficiência hormonal interfere na produção vocal. A partir disso, os envolvidos na pesquisa pretendem organizar um coral que deve se apresentar em outros estados utilizando algumas características que lhes são peculiares como a voz mais aguda, dentre outras.
O estudante conta que sempre se interessou por temas relacionados à voz. “Além de cursar Fonoaudiologia, também canto. Então é uma área na qual pretendo me especializar para ampliar meus conhecimentos”, explica Fillipe.
Ele ainda ressalta a importância de o universitário buscar participar de programas de extensão dentro da academia. “É muito válido porque amplia nosso conhecimento e nos instiga a estarmos mais envolvidos em projetos dessa natureza”.
Aprendizado

Flávia Menezes Almeida, 21, estudante do nono período de Farmácia, apresentou o trabalho do Pibic em formato de banner digital intitulado “Avaliação dos distúrbios do sono e atividade cardiorrespiratória de pacientes com a doença Charcot-Marie-Tooth do tipo 2”.
Flávia explica que a doença de Charcot-Marie-Tooth do tipo 2 é uma neuropatia que causa atrofia muscular e atinge mãos e pés dos pacientes. “Encontramos 63 integrantes de uma família em Tobias Barreto que são portadores da doença e então iniciamos os estudos”.
A estudante diz que ao conversar com o professor conheceu um pouco sobre suas linhas de pesquisa e se interessou pelo tema, já que nunca ouvira falar. Este acabou sendo o principal fator motivacional para a aluna, que já está no segundo ano de sua pesquisa.
Sobre a bolsa do Pibic, Flávia acredita que “é um dos maiores crescimentos que a gente pode ter na universidade porque nada se compara entre o que é aprendido nas disciplinas e o que aprendemos nas pesquisas. Esse aprendizado vai desde a organização que temos que desenvolver até a adaptação com análise de dados e relação com pacientes, como no meu caso”.
Ainda segundo a estudante, o principal objetivo de seu trabalho é melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Por ser uma doença rara, infelizmente é negligenciada. A indústria farmacêutica não tem muitas pesquisas voltadas à doença, então fica a cargo da universidade estudar e realizar esse trabalho”.
Experiência

Anderson de Jesus Santos, 22, estudante do sétimo período de Medicina Veterinária, apresentou o trabalho do Pibiti “Ação de extrato alcoólico de plantas sobre carrapatos da espécie Riphicephalus Boophilus”.
O estudante explica que seu trabalho está relacionado ao desenvolvimento de fitoterápicos - produtos e medicamentos terapêuticos à base de plantas – para eliminar carrapatos de bovinos.
“Temos um grande problema que é o uso indiscriminado de pesticidas fármaco-comerciais, que além de aumentar a resistência dos carrapatos põem em risco a vida do pequeno produtor, que durante a aplicação fica exposto ao produto. Além de também pôr em risco a vida do próprio animal que pode sofrer algum tipo de intoxicação”.
Anderson diz que a importância do fitoterápico está justamente em ser um produto menos danoso à saúde humana e animal, além de minimizar a resistência que pode ser adquirida pelo carrapato.
A respeito de participar de estudos do Pibiti, Anderson diz que “é muito importante porque trabalhamos em parceria tanto com outros laboratórios quanto com o pequeno produtor. Então, desenvolvemos no projeto algo novo que levamos para o campo e ainda testando sua aplicabilidade. Creio que isso seja muito importante dentro do ambiente acadêmico”.
Integração

Para Conceição Almeida, pró-reitora de Extensão (Proex) e presidente da Comissão Organizadora da Semac, o evento é de grande importância, pois dá oportunidade ao aluno e aos docentes de compartilhar a produção de conhecimento e as atividades de extensão que estão sendo realizadas pela universidade.
“Nas mesmas salas está ocorrendo simultaneamente uma exposição dos resultados de pesquisa e extensão. Portanto, além da possibilidade de apresentar esses trabalhos, existe a integração dessas atividades que foi feita de forma coletiva”.
A coordenadora afirma que os encontros estão suprindo as expectativas já que todos estão participando efetivamente, tanto os alunos quanto os docentes e ouvintes.
Dulce Marta Schimieguel Mascarenhas Lima, subcoordenadora do Departamento de Farmácia (DFA), atuou como avaliadora dos trabalhos e diz que está satisfeita com o que vem acompanhando nesta 3ª edição da Semac.
“O evento está muito bom e os resultados que vêm sendo apresentados também. Está sendo uma experiência muito boa, estou gostando bastante”, diz.
Encerramento
As apresentações de trabalhos seguem durante toda a semana. Na sexta, 21, às 15h, haverá o encerramento da 3ª Semac com a premiação dos trabalhos apresentados nos encontros de Iniciação à Extensão, Iniciação Científica e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico.
Veja a programação completa no site da Semac.
Ascom
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