
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Instituto Santuário da Mata oficializaram, na última sexta-feira, 20, um acordo de cooperação técnica para a realização de pesquisas nas áreas de Biologia e Ecologia. O documento foi assinado pelo reitor da UFS, André Maurício Conceição de Souza.
Localizado no Povoado Tajupeba, no município sergipano de Itaporanga D’Ajuda, o Santuário da Mata tem como propósito trabalhar pela conservação da biodiversidade no Brasil, principalmente na Mata Atlântica, com foco principal nas espécies ameaçadas de extinção que resistem nesse bioma que foi "um dos mais devastados do planeta", como explicou o gestor e idealizador do instituto, Tito Garcez.
“Nosso objetivo é a conservação das matas da região, o reflorestamento e a preservação de espécies ameaçadas de extinção. No Santuário, temos o macaco-guigó, o macaco-prego-de-peito-amarelo e a preguiça-de-coleira, espécies importantes para o estado e que estamos ajudando a conservar. Além disso, desenvolvemos ações de educação ambiental junto à comunidade, recebendo crianças em visitas escolares. Também atuamos com pesquisas científicas e com o voluntariado internacional”, disse.

Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação (PPEC/UFS), Helon Simões Oliveira, a parceria possibilita o contato direto com espécies que, muitas vezes, são estudadas apenas na teoria.
“Essa parceria é essencial para termos a principal matéria-prima da pesquisa, que é o próprio campo. Hoje enfrentamos muita dificuldade para obter locais de amostragem, especialmente por conflitos com proprietários. Boa parte deles tem receio de que possamos interferir, de alguma forma, em questões legais relacionadas às áreas de preservação. Já a região do Santuário da Mata é bastante oportuna, pois abriga diversas espécies ameaçadas que são alvo das nossas pesquisas”, explicou.

Em breve, outros cursos devem ser incluídos nas atividades para fortalecimento da conservação ambiental. “Queremos aprofundar as atividades de extensão, visitas técnicas e estágio com a Universidade. Também queremos incluir diferentes cursos, que possam estar apoiando a conservação, como comunicação, por exemplo”, concluiu Tito Garcez.
