Sex, 22 de maio de 2026, 12:07

UFS integra projeto nacional que mapeia as raízes históricas da desigualdade social no Brasil
Com apoio do CNPq, pesquisadores vão digitalizar documentos históricos para criar um banco de dados público sobre a formação do país
(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Com o objetivo de compreender como as desigualdades sociais foram construídas historicamente no Brasil, pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior do país participam do projeto “Regiões: Histórias das Desigualdades Sociais no Brasil”, iniciativa vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltado ao desenvolvimento de pesquisas de excelência científica. Entre as universidades participantes está a Universidade Federal de Sergipe, que integra a rede de pesquisadores responsável pelos estudos na região Nordeste.

No Nordeste, a UFS integra a iniciativa por meio da coordenação da professora Edna Maria Matos Antônio e da vice-coordenação do professor Carlos de Oliveiras Malaquias, ambos vinculados ao Departamento de História (DHI/UFS). A região também conta com a participação de instituições como Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenado nacionalmente pelo professor João Fragoso, do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o projeto foi submetido à Chamada CNPq/SECTICS/CAPES/FAPs nº 46/2024 – Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – INCT. A proposta busca construir uma ampla rede investigativa entre centros e grupos de pesquisa regionais, com foco em estudos comparativos sobre desigualdades sociais e econômicas no Brasil.

A pesquisa pretende localizar, digitalizar e transformar em bancos de dados documentos históricos que permitam compreender as dinâmicas demográficas e socioeconômicas do país desde o período colonial até a atualidade. Entre os materiais analisados estão rôis de confessados, registros de sesmarias, mapas populacionais da colonização portuguesa, registros paroquiais de terras, inquéritos provinciais do Império e da República e livros dos Ofícios de Notas.
Além da preservação documental, a proposta prevê a utilização de recursos computacionais para organizar essas informações em bases de dados públicas, que serão disponibilizadas na internet. A ideia é construir uma rede regional de arquivos integrada nacionalmente, permitindo identificar as relações históricas entre migrações, comércio e desigualdades sociais nas diferentes regiões brasileiras.

De acordo com os organizadores, o projeto adota uma perspectiva holística e relacional, buscando compreender como as desigualdades foram constituídas historicamente e como elas se articulam entre os diferentes territórios do país. A partir dessas análises, será possível ampliar o entendimento sobre os processos sociais, econômicos e demográficos que marcaram a formação do Brasil.

Ascom UFS


Atualizado em: Sex, 22 de maio de 2026, 12:06
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