
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou, nos dias 29 e 30 de maio, a II Semana de Extensão do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL). Com o tema “tecnologias sociais e discursivas destinadas à leitura e ao debate em torno dos direitos humanos”, o evento promoveu articulação das pesquisas acadêmicas com a sociedade e a escola pública.
Na tarde do dia 29, o campus abriu as portas para estudantes da educação básica, recebendo turmas como a do Colégio Estadual Armindo Guaraná, da cidade de São Cristóvão, para participar das atividades. Para a coordenadora do projeto, a professora Isabel Cristina de Azevedo, a iniciativa é importante para criar perspectivas aos alunos. “Nós fomos até as escolas, realizamos oficinas com eles e agora eles vieram participar aqui. Em um tempo em que tantos jovens nem querem estudar nem querem trabalhar, dar a oportunidade para eles verem a UFS em funcionamento, com pesquisas aplicadas, mostra uma perspectiva de futuro. É uma contribuição”, pontuou.

Vivências como essas no espaço universitário ajudam a desmistificar o ensino superior e a focar no aprendizado. A professora do Armindo Guaraná, Anne Caroline Carvalho, destacou o impacto dessa oportunidade para os jovens: “Acho importante porque os meninos têm essa possibilidade de ver que o espaço é aberto. Como estão no terceiro ano, geralmente ficam bem ansiosos por conta do Enem, e vindo aqui eles ficam um pouco mais calmos e entendem que entrar na universidade pode ser possível”.
A estudante Ryanne Helorrane da Silva avaliou a experiência como divertida e importante para a sua formação. “Acredito que vai ajudar muito na prova do Enem em relação à redação. A gente aprendeu sobre como argumentar, respeitar a opinião do outro e construir um argumento que não seja engessado, mas que traga uma solução concreta”.

A imersão também abriu um espaço para a troca de experiências entre docentes. Foi nesse contexto que aconteceu a roda de conversa mediada pela professora Cleciane Alves, que atua na rede pública de ensino. Ela vê a iniciativa como um retorno essencial. "O lugar da universidade é esse, é um lugar de fazer ciência e de fazer as entregas à sociedade. A universidade estando próxima da educação básica fortalece a educação do nosso país, do nosso estado e do nosso município. Isso consolida um efeito cascata, uma vez que prepara os professores para os desafios da atualidade", destacou.

Para Darliana Ferro, mestranda em Letras da UFS, esses dias de encontro reforçam o papel da instituição na formação da sociedade. "É um momento de compreender as questões que o ensino hoje nos evoca. Falar sobre tecnologias, pensar nessas questões discursivas, de leitura e debate, é muito importante numa sociedade tão tecnológica como a nossa. São grandes momentos de aprendizado que reúnem professores daqui, pós-graduandos e estudantes da educação básica", concluiu.

