
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou nessa quinta-feira, dia 25, a entrega de TVs Box transformadas em mini computadores para entidades comunitárias, instituições educacionais e unidades acadêmicas. A iniciativa é realizada em parceria com a Receita Federal, e integra o programa Ressignifica UFS, que busca dar uma nova finalidade às mercadorias apreendidas que antes seriam descartadas.
Durante a solenidade, o reitor da UFS, André Maurício, destacou a relevância da parceria entre instituições públicas para fortalecer ações educacionais.
“Esse projeto é fundamental para a Universidade, porque gera uma perspectiva de transformação tecnológica aos nossos estudantes. E o processo de cooperação com a Receita Federal engrandece todo o sistema, pois temos um conjunto de possibilidades e podemos dar um destino educacional para esses materiais”, afirmou.

Os aparelhos passam por um processo de descaracterização e reconfiguração realizado por equipes da UFS, e são transformados em mini computadores aptos para atividades de ensino, formação e inclusão digital. O trabalho envolve a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o Centro de Educação Superior Aberta e Digital (Cesad/UFS), o Laboratório de Automação, Controle e Simulação (LACS) e a Receita Federal.
Segundo a pró-reitora de Extensão da UFS, Josefa Lisboa, a ação surgiu a partir da decisão da Receita Federal de substituir a incineração de produtos apreendidos por iniciativas de reaproveitamento com impacto social.
“A Receita Federal decidiu não mais incinerar esses bens e nos convidou para criar projetos que beneficiassem a sociedade. A partir disso, as organizações sociais nos apresentam as demandas, com finalidades sociais e educativas, nós apresentamos o produto, e vemos se cabe ou não nas ações desenvolvidas nas comunidades”, explicou.

Nesta primeira etapa, os equipamentos foram destinados a organizações como a Comunidade Bom Pastor e a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Umbaúba (ASDECRAC), além de setores da própria universidade. O analista tributário da Receita Federal em Sergipe, Lívio Vasconcelos, ressaltou que a ação integra o programa Receita Cidadã, que busca dar destinação social a mercadorias apreendidas.
“É um belo projeto junto à Universidade, porque aquela mercadoria que seria descartada, é reaproveitada e ressignificada, e retorna para a sociedade gerando benefícios para a educação”, afirmou.
A diretora do Centro de Educação Superior Aberta e Digital (Cesad/UFS), Ana Maia, explicou que a proposta foi inspirada em experiências já adotadas por outras universidades.
“O Cesad tem polos de educação à distância que precisam de computadores. A gente aprendeu, a partir de outras universidades que já tinham desenvolvido essa especialidade, a fazer essa configuração, com mini computadores educacionais”, destacou.

O coordenador do Laboratório de Automação, Controle e Simulação (LACS), professor Tarso Vilela, ressaltou que essa é uma atuação conjunta com os estudantes da graduação, e passa pelo caráter fortemente extensionista que a gente tem no projeto.
“Na prática, o que fazemos é ajudar a sociedade a se livrar de um lixo tecnológico que passa a ser utilizado em escolas, bibliotecas e outras instituições. São pequenos computadores com diversas finalidades educacionais”, afirmou.
Representando uma das entidades beneficiadas, o presidente da ASDECRAC, José Alves, destacou a importância da iniciativa para a comunidade de Umbaúba, especialmente para a formação de jovens.
“Vamos montar um laboratório e convocar a juventude umbaubense para participar, fazer seus trabalhos, pesquisas e estudos. Esses aparelhos serão de grande valia para a nossa comunidade, pois temos disposição para preparar essa juventude para o amanhã, mas temos que começar de hoje”, ressaltou.
Ressignifica UFS
Além dos equipamentos eletrônicos, o programa também contempla a descaracterização e customização de roupas e calçados, que posteriormente são destinados a comunidades, escolas e instituições parceiras. De acordo com Josefa Lisboa, a proposta busca ampliar as parcerias já existentes entre a unidade e organizações sociais.
“No caso das roupas e calçados, contamos com o conhecimento de professores que trabalham com artes e que já trabalhavam com organizações sociais e com mulheres costureiras, e estamos aproveitando essa parceria”, concluiu.
Ascom UFS
