
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio do Núcleo de Pesquisa e Ações da Terceira Idade (Nupati), em parceria com o Departamento de Computação (DCOMP), oferece “Oficina de Alfabetização Digital para Idosos”, voltado para pessoas com 60 anos ou mais. E, nesta quinta-feira (16), ocorreu o encerramento das aulas, neste período. A oficina tem o intuito de promover autonomia, inclusão e segurança no ambiente digital, além do avanço da tecnologia e a crescente digitalização de serviços essenciais, saber utilizar computadores, celulares e plataformas online tornou-se uma necessidade para pessoas de todas as idades.
A iniciativa proporciona uma formação que vai além do aprendizado das ferramentas básicas, porque durante as aulas, os participantes desenvolvem habilidades para utilizar computadores e dispositivos móveis, acessar serviços digitais, navegar na internet, enviar e-mails, utilizar aplicativos de comunicação e explorar recursos que facilitam a rotina. Além de reduzir barreiras no acesso à tecnologia, o curso contribui para ampliar a participação social das pessoas idosas, favorecendo a comunicação com familiares, o acesso a serviços públicos e privados, a busca por informações e o exercício da cidadania em um cenário cada vez mais digital.

Com coordenação do Nupati, as atividades são conduzidas por discentes do curso de Ciências da Computação do Departamento de Computação da UFS (DCOMP/UFS), que atuam como monitores e colocam em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação. A experiência também fortalece a extensão universitária ao aproximar a comunidade acadêmica da população, promovendo uma troca de conhecimentos entre diferentes gerações.

De acordo com a coordenadora do Nupati, Liliádia Barreto, a interação entre discentes e os assistidos pela oficina é muito importante. “É o momento de intergeracionalidade, trazendo consigo emoções e a convivência da pessoa idosa no meio acadêmico, como também um espaço de aprendizagem, pois, eles aprendem a conviver com a tecnologia, uma forma de trazer uma saúde digital, sendo então uma ação importante e significativa”, disse.

Victor Benevides, discente do curso de Ciências da Computação, responsável e monitor do projeto, avalia que essa oficina trabalha e ajuda aos idosos noções de segurança digital, o uso de celulares, como também ensinamentos de informática básica. “O projeto vai além do aspecto técnico, trata-se de um trabalho humanizado que oferece atenção e carinho a um público carente de suporte familiar, promovendo a autonomia dos idosos e proporcionando uma troca gratificante de experiências entre os tutores e os alunos. Para mim, especificamente, que tenho idosos na família, me sinto realizado em poder ajudar, dar atenção e carinho para essas pessoas”, contou.

O discente de Ciências da Computação, Wendel Menezes, que também é monitor da oficina, ressaltou que é importante essa interação, por trazer emoção e conhecimento para pessoas idosas. “Uma questão muito relevante, é estar sempre buscando aprender algo novo, e muitos idosos acreditam que não são capazes, e às vezes acabam encontrando limitações. E alguns que chegaram aqui sem saber utilizar o mouse, por exemplo, e hoje, após as aulas, conseguem pesquisar na internet, a usabilidade do celular melhorou, e isso foi impressionante. Então, acredito que essas oficinas têm um caráter social importante, porque podemos levar o acesso a quem precisa, desde o iniciante ao aperfeiçoamento”, refletiu.

A aposentada e aluna da oficina, Maria Emília Dias da Silva, conta que ações como esta, é motivo de orgulho, pois são meios de adquirir mais conhecimento. “A modernidade é algo que precisa ser acompanhada, e para que não precisemos ficar pedindo a netos e sobrinhos, é importante aprender, e eu vim para essa oficina com essa intenção, utilizar computador. Antes eu tinha pouca prática, mas depois das aulas, muita coisa foi mais esclarecida e conseguimos acompanhar a tecnologia e também ter cuidado com possíveis golpes”, salientou.
Lucas Silva - Ascom UFS






