Sex, 17 de julho de 2026, 11:20

Laudos indicam ataques de cães e descartam hipótese de envenenamento de animais na UFS
Perícias descartam envenenamento e apontam ataques de cães como causa das mortes

A Polícia Científica de Sergipe descartou a possibilidade de envenenamento em gatos encontrados mortos na Universidade Federal de Sergipe (UFS). As investigações foram acompanhadas pela Divisão de Animais Comunitários da UFS (Diacom/UFS), setor responsável pela gestão, monitoramento e promoção do bem-estar dos animais comunitários que vivem no campus, em conjunto com os órgãos de segurança pública.

O delegado Hugo Leonardo, responsável pela Delegacia Especial de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), ressaltou que foram realizadas perícias para entender o que ocorreu com os animais.

“O resultado indica que esses gatos foram atacados por outros animais, provavelmente cães, que rondam a universidade. Alguns tutores dos cães já foram identificados e intimados a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. A hipótese de envenenamento foi descartada e as perícias apontam que os casos decorreram de ataques de cães. Dois responsáveis já foram identificados e, conforme o andamento das investigações, poderá haver responsabilização pelo crime de maus-tratos com resultado morte”, contou.

A perita Vera Silva explicou que os exames toxicológicos foram realizados pelo setor de Toxicologia Forense do Instituto de Análise e Pesquisas Forenses. Segundo ela, os resultados descartaram a presença de substâncias tóxicas como causa das mortes.

“Os resultados trazem como causa da morte dos animais, em sua grande maioria, traumas por mordedura de canídeos. Sendo assim, está descartada a participação humana como causa direta dessas mortes”, ressaltou.

Mariana Lumack, perita da parte necroscópica, explicou que a avaliação externa dos animais permitiu identificar características típicas de ataques por cães.

“O objetivo dessa perícia é avaliar o estado corporal do animal, avaliando a presença de lesões externas sem a necessidade de incisões. Nesse tipo de análise, observamos, por exemplo, lesões perfurantes na pele e sua localização. Nos casos de ataques por cães, é comum encontrar maior frequência de lesões na região cervical, ou seja, no pescoço, e também na região torácica”, explicou.

Ascom UFS

Atualizado em: Sex, 17 de julho de 2026, 11:44
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