Sex, 31 de julho de 2026, 09:24

UFS registra crescimento no número de bolsistas de produtividade do CNPq
Universidade passa a contar com 124 pesquisadores na chamada de 2026
(Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)
(Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) ampliou para 124 o número de pesquisadores contemplados com bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos principais reconhecimentos à produção científica no país. O resultado da chamada de 2026 inclui 21 novos bolsistas, sendo 19 contemplados pela primeira vez e dois promovidos de categoria, além da renovação de outras 15 bolsas.

Para Eduesley Santana, pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS (Posgrap/UFS), o reconhecimento vai além da conquista individual.

"A bolsa de produtividade é uma honraria concedida pelo CNPq após uma avaliação extremamente rigorosa da trajetória acadêmica e científica do pesquisador. Quando vemos que hoje a UFS possui 124 docentes integrando esse grupo, isso demonstra que a pesquisa desenvolvida na universidade alcançou um novo patamar e evidencia a qualidade dos pesquisadores que temos", afirmou.


Eduesley Santana, pró-reitor da Posgrap (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)
Eduesley Santana, pró-reitor da Posgrap (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

A coordenadora de Pesquisa da UFS, Lara Arguelho, explica que esse reconhecimento também fortalece a universidade diante da crescente competitividade por recursos destinados à pesquisa.

"Quando temos um grupo grande de pesquisadores com inserção nacional, conseguimos competir com mais força em diferentes editais. Esse é um diferencial importante para captar recursos e ampliar o desenvolvimento científico da universidade", ressaltou.


Lara Arguelho, coordenadora de Pesquisa da UFS (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)
Lara Arguelho, coordenadora de Pesquisa da UFS (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

A UFS também passou a contar com sete pesquisadores na categoria A, o nível mais elevado da modalidade. Eduesley reforça que a permanência na categoria depende de avaliações periódicas, que analisam a continuidade da produção científica, a formação de novos pesquisadores, o desenvolvimento de projetos e o impacto das pesquisas.

"Não basta conquistar a bolsa. É preciso manter uma produção consistente ao longo dos anos para permanecer nesse grupo e evoluir de categoria. Isso estimula a excelência da pesquisa e fortalece toda a universidade", afirmou o pró-reitor.

Atualmente a UFS conta com 375 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, reunindo professores, técnicos e estudantes da graduação e da pós-graduação em torno da produção de conhecimento em diferentes áreas.

Pesquisas com impacto dentro e fora da universidade

O reconhecimento concedido pelo CNPq também evidencia a diversidade de pesquisas desenvolvidas na UFS e seus impactos na sociedade. Entre os pesquisadores contemplados está o professor Marzo Edir, do Departamento de Educação Física, que lidera o Grupo de Treinamento Funcional (FTG), um grupo de pesquisa e extensão que desenvolve estudos sobre treinamento funcional, principalmente com pessoas idosas.

"Nossas pesquisas buscam melhorar a funcionalidade dos indivíduos no dia a dia. Trabalhamos principalmente com mulheres idosas e os resultados têm mostrado benefícios, com melhorias no sistema imunológico, na qualidade de vida, redução de dores dos pacientes e uma série de outras variáveis que nós analisamos ao longo dos últimos anos, sempre mostrando os benefícios desse tipo de treinamento”, explicou Marzo.


Marzo Edir, que é professor, pesquisador e coordenador do FTG (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)
Marzo Edir, que é professor, pesquisador e coordenador do FTG (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

Além da produção científica, os estudos articulam pesquisa e extensão, envolvendo estudantes da graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Para Marzo, esse conhecimento tem contribuído para subsidiar políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável.

"A nossa pesquisa é muito relevante para a universidade e para todo o país, porque ela serve de base para que possam ser formuladas políticas públicas, para diminuir o custo em saúde da população idosa. Por exemplo, estiveram aqui três professores da Espanha e oito do Uruguai para conhecer um pouco do nosso projeto, para tentar replicar esses modelos nos países dele. Então, é um modelo que deu muito certo e com baixo custo”, reforçou o pesquisador.

Na área das ciências exatas e da saúde, a professora Divanízia Souza, do Departamento de Física, coordena o Grupo de Pesquisa em Materiais e Física Médica (MPMG). O interesse dela recai sobre os estudos voltados à alfabetização científica, inclusive com ações para a formação de profissionais da educação básica, junto ao Grupo de Pesquisa em Ensino de Física, coordenado pelo professor Tiago Nery.

De acordo com a pesquisadora, o avanço das tecnologias utilizadas nos serviços de saúde exige profissionais cada vez mais qualificados para atuar com segurança e precisão.

"Os estudos voltados à dosimetria das radiações têm contribuído de maneira significativa para a formação de profissionais qualificados. Muitos dos físicos médicos que hoje atuam em clínicas e hospitais de Sergipe e do Brasil integraram o nosso grupo durante a graduação ou a pós-graduação", afirmou.


Divanízia Souza, professora, pesquisadora e coordenadora do MPMG (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)
Divanízia Souza, professora, pesquisadora e coordenadora do MPMG (Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

Ela também destaca que as pesquisas desenvolvidas pelo grupo contribuem para a formação de professores da educação básica e para aproximar crianças e jovens da ciência.

"Considero muito significativo para um docente ser Bolsista de Produtividade em Pesquisa, pois isso representa o reconhecimento das pesquisas desenvolvidas e garante apoio para o desenvolvimento dos projetos. O crescimento do número de docentes da UFS, que são bolsistas, demonstra que a instituição conta com profissionais altamente qualificados e empenhados no estudo de temas relevantes para a formação e para a sociedade", destacou Divanízia.

Para Lara Arguelho, coordenadora da Copes/UFS, o avanço da pesquisa na universidade está diretamente relacionado às pessoas que constroem esse ambiente científico.

"O nosso maior patrimônio é o capital humano. E cada professor que chega à universidade traz novos saberes, novas vivências e novas possibilidades de interação. Isso fortalece o nosso campo científico e amplia a capacidade da UFS de responder aos desafios da sociedade", concluiu.

Laura Malaquias - Ascom UFS


Atualizado em: Sex, 31 de julho de 2026, 10:29
Notícias UFS