
O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (Codap/UFS) realizou, nesta quinta-feira, 6, uma ação de formação em serviço voltada aos servidores técnico-administrativos em educação e trabalhadores terceirizados da instituição. A iniciativa abordou o tema “Educação Inclusiva no cotidiano escolar: acolhimento, acessibilidade e participação”, com mediação da fonoaudióloga Ma. Gercyane Maria.
Durante a formação, foram discutidas estratégias para que os diferentes setores do colégio atuem de forma articulada na construção de um espaço mais inclusivo, respeitando as necessidades e potencialidades de cada estudante.

Segundo a fonoaudióloga Gercyane Maria, a formação busca ampliar a compreensão dos profissionais sobre práticas de acolhimento, promoção da acessibilidade e garantia da participação de todos os estudantes no ambiente educacional.
“Essa formação busca meios que tracem estratégias de uma comunicação clara, rotina previsível, organização e recursos visuais que possam beneficiar todos os estudantes. É importante salientar também que existem ensinamentos de como apoiar esses estudantes, à exemplo de situações sobre redução de ruídos em momentos de crise, organização, com foco também na previsibilidade. Porque caso consigam perceber que o estudante entrará em crise, é necessário levá-lo para um local silencioso, ou seja, é necessário conversar e entender os momentos desses estudantes”, disse.

Marilia Menezes, diretora do Colégio de Aplicação, ressalta que a formação consegue trazer uma educação pautada na equidade, fortalecendo o papel de todos os profissionais.
“É necessário compreender a importância que toda a comunidade escolar esteja sensível para romper barreiras, como também que estejam preparados com conhecimentos e informações sobre o papel deles enquanto profissionais na Codap, e enquanto sociedade, para lidar com essas pessoas”, contou.

Giselma Machado, orientadora educacional do Codap, ressalta que essa formação é um ganho para todo o Codap. “O colégio recebe alunos neurodivergentes, e isso não significa somente uma questão da sala de aula, mas desde a portaria, à biblioteca e o colégio como um todo. Podendo entender como atender aqueles alunos, a forma de falar e prestar informações, ou seja, essa formação traz uma conscientização da necessidade na mudança no olhar sobre esses estudantes, do acolhimento”, frisou.

Para a técnica em assuntos educacionais, Eline Freitas, estar em uma formação que aproxima os servidores dos estudantes, é bastante enriquecedor. “Essa formação faz parte de um ciclo de informações, palestras, cursos, com uma proposta de cada setor. Porque nós recebemos uma formação em conjunto e conseguimos unir as ações de cada setor dentro de uma perspectiva educacional inclusiva, de forma que consigamos fazer com que os estudantes se sintam acolhidos, moldando o processo pedagógico desses alunos”, salientou.

A atividade integra a política de fortalecimento da educação inclusiva desenvolvida pelo Codap, que compreende a inclusão como uma responsabilidade compartilhada por toda a comunidade escolar.
Lucas Silva - Ascom UFS





