
A presença de cães e gatos faz parte da rotina dos campi da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Enquanto alguns animais já são comunitários e recebem acompanhamento, novos casos de abandono ainda são registrados, exigindo atendimento veterinário e mobilização de servidores, estudantes e voluntários.
“Nem todo animal encontrado circulando pelo campus foi abandonado naquele momento: ele pode ser comunitário, estar perdido ou ter vindo das áreas vizinhas. Por isso, cada ocorrência precisa ser verificada”, explicou Laura Jane, coordenadora da Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS).

O abandono pode aumentar de forma imprevisível a população de animais e ampliar a demanda por consultas, medicamentos, alimentação e castração. Muitos animais chegam doentes ou feridos, enquanto outros precisam ser encaminhados para lares temporários e adoção. A Diacom atua nesse processo com o apoio de servidores, estudantes, voluntários, protetores independentes e parceiros.
O que fazer ao encontrar um animal
Ao encontrar um animal no campus, a orientação é não retirá-lo ou transferi-lo de lugar imediatamente. Como alguns animais são comunitários e já são acompanhados, a primeira medida deve ser comunicar a Diacom, por meio do WhatsApp (79) 3194-6449 ou pelo Instagram @diacom.ufs, informando o local exato, horário, características do animal e, quando possível, enviando fotos ou vídeos.

O abandono pode ser enquadrado como crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998. Quando envolve cães ou gatos, a Lei nº 14.064/2020 estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda.
A orientação é não confrontar diretamente quem estiver cometendo o abandono. “O mais importante é preservar a própria segurança, registrar as evidências e encaminhá-las aos órgãos competentes”, reforçou Laura Jane.
Em situações que envolvam animais feridos, assustados ou agressivos, também é recomendado não tentar capturá-los ou medicá-los sem orientação adequada.

Adoção responsável
Para quem pretende adotar, a principal orientação é avaliar se a família possui condições de assumir o compromisso por toda a vida do animal. Isso envolve disponibilidade de tempo, recursos financeiros, espaço seguro e concordância dos moradores da casa, além de alimentação adequada, vacinação, castração, atendimento veterinário e proteção contra fugas.
“Adotar responsavelmente não é apenas retirar um animal do campus. É assumir um compromisso que pode durar muitos anos. É importante deixar claro que a devolução não é permitida, mas podemos orientar em casos extremos de o tutor não conseguir ficar com o animal adotado”, destacou Laura Jane.
A comunidade universitária também pode contribuir oferecendo lar temporário, participando do voluntariado, apadrinhando animais, ajudando na divulgação das campanhas e contribuindo com medicamentos, produtos veterinários e outros itens necessários. As demandas podem ser consultadas diretamente com a Diacom pelo WhatsApp ou Instagram.

Os animais passam por consulta e os responsáveis assinam o termo de adoção, recebem orientações sobre alimentação, segurança e adaptação que fazem parte do compromisso durante toda a vida do animal. Quando se trata de filhote, possui a castração futura garantida nos termos do programa.
Laura Malaquias - Ascom UFS
