Qua, 02 de setembro de 2026, 16:19

UFS realiza Fórum de Formação Docente nos dias 10 e 11
Evento debate qualificação, equidade e extensão; inscrições abertas no SIGAA
(Arte: SECOM UFS)
(Arte: SECOM UFS)

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realiza, nos dias 10 e 11 de setembro, o Fórum Permanente de Formação Docente 2026, na Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos, em São Cristóvão. A iniciativa reúne a comunidade acadêmica para discutir os desafios e as possibilidades de qualificação da formação de professores na instituição. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

Realizado pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), pela Pró-Reitoria de Equidade Racial e Ações Afirmativas (Proera) e pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex), o Fórum é retomado em 2026 com a proposta de fortalecer o diálogo com docentes, estudantes, coordenadores e demais integrantes da comunidade universitária sobre questões que atravessam a formação acadêmica e o exercício da docência.

A programação terá início no dia 10 de setembro, no Auditório da Reitoria, com a apresentação cultural “Um quê de Negritude!”, seguida da mesa de abertura e boas-vindas. Na sequência, o secretário-executivo do Conselho Nacional de Educação, Christy Ganzert Gomes Pato, ministrará palestra sobre a formação docente. O primeiro dia será encerrado com um painel dedicado às ações afirmativas e à equidade racial, com participação de representantes da UFS, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e do Colégio de Aplicação da UFS.

Diálogo para identificar demandas e construir soluções

No segundo dia do Fórum, a programação será dedicada aos Grupos de Trabalho, que terão como foco temas diretamente relacionados à formação e ao cotidiano dos cursos. Serão discutidos estágio, extensão, ações afirmativas e equidade racial, formação geral nas licenciaturas e licenciaturas semipresenciais. As atividades ocorrerão em diferentes salas, com participação de representantes docentes e técnicos.

Para a Joelma Carvalho Vilar, coordenadora de Licenciaturas e Bacharelados (COLIB), a retomada do Fórum responde a uma demanda apresentada pelos próprios docentes e representa uma oportunidade de fortalecer a dimensão pedagógica da formação na Universidade.

“O fórum está sendo retomado com esse olhar, com esse cuidado de ver os problemas, de se aproximar dos professores. De ter esse processo de diálogo, de encontro para identificar os problemas e demandas na base, nos campi, nos departamentos”, explica.


Joelma Carvalho Vilar, coordenadora de Licenciaturas e Bacharelados (Foto: arquivo Ascom UFS)
Joelma Carvalho Vilar, coordenadora de Licenciaturas e Bacharelados (Foto: arquivo Ascom UFS)

Segundo Joelma, a proposta é que as discussões não se encerrem no evento. A partir da identificação das necessidades apresentadas pela comunidade acadêmica, a expectativa é projetar ações que contribuam para aperfeiçoar as práticas e enfrentar os desafios identificados.

“Esse é o objetivo maior deste fórum. Esse princípio metodológico é o que a gente espera que contribua para os avanços aqui na Universidade”, destaca.

A programação prevê ainda uma segunda rodada dos grupos de trabalho no período da tarde do dia 11. Ao final, os resultados das discussões serão apresentados no Auditório da Reitoria, em momento destinado à discussão coletiva, seguido do encerramento com fala da pró-reitora de Graduação Marta Élid Amorim Mateus.

Equidade e formação para além dos conhecimentos técnicos

A discussão sobre equidade racial também ocupa lugar central no Fórum. Para a pró-reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativas Gicélia Mendes da Silva (Proera), a universidade tem o compromisso de formar profissionais que, além do domínio dos conhecimentos técnicos de suas áreas, estejam preparados para atuar diante de situações de preconceito e desigualdade.

“A gente precisa formar profissionais que tenham condição e saiam com esse propósito também de, além dos conhecimentos técnicos que adquirem na universidade, que sejam pessoas que têm condição de intervir contra todo esse processo de preconceito, que sejam pessoas que tenham essa atitude realmente antirracista no seu dia a dia”, afirma.


Gicélia Mendes da Silva, pró-reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativas (Foto: arquivo Ascom UFS)
Gicélia Mendes da Silva, pró-reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativas (Foto: arquivo Ascom UFS)

De acordo com Gicélia, o debate sobre preconceito, relações raciais, gênero e equidade não deve ficar restrito a momentos específicos, mas precisa estar presente nos diferentes espaços da universidade. O Fórum, nesse sentido, representa mais uma oportunidade para ampliar essa reflexão e aproximar teoria e prática.

“Precisamos inserir esse debate sobre preconceito, a questão racial, de gênero e equidade em todos os âmbitos da universidade”, defende Gicélia.

A pró-reitora de Equidade Racial também destaca a importância de uma participação ativa da comunidade acadêmica na construção de uma universidade mais respeitosa e comprometida com a justiça social. Para ela, a formação dos estudantes de graduação, especialmente daqueles que seguirão para a docência, tem impacto que ultrapassa os muros da instituição.

Aproximação com a sociedade

Para a pró-reitora de Extensão e Cultura Josefa de Lisboa Santos (Proex), a extensão tem papel fundamental na aproximação entre universidade e sociedade e também na própria formação pedagógica. Segundo ela, as ações extensionistas permitem que a instituição dialogue com problemas concretos apresentados pela sociedade e, a partir deles, produza respostas de forma coletiva.

“As ações extensionistas da Universidade constituem a resposta da instituição para a sociedade, ao mesmo tempo em que a produção de conhecimentos se nutre dos problemas reais que a sociedade apresenta para a Universidade, nos convocando a produzir respostas”, afirma. Para a pró-reitora, esse processo contribui para uma formação pedagógica em via dupla, na qual a produção cultural também resulta do encontro entre conhecimentos populares e universitários.


Josefa de Lisboa Santos, pró-reitora de Extensão e Cultura (Foto: arquivo Ascom UFS)
Josefa de Lisboa Santos, pró-reitora de Extensão e Cultura (Foto: arquivo Ascom UFS)

Josefa também destaca a importância de ampliar a participação da comunidade acadêmica nas discussões sobre formação docente. Para ela, as mudanças nas políticas de formação de professores precisam considerar a participação daqueles que vivenciam diretamente esses processos.

“Esse é o momento de a nossa Universidade colocar suas questões, problematizar as legislações e construir um caminho, que nos ajude a oferecer aos futuros professores, formação sólida e qualificada como precisamos”, ressalta.

Da escuta ao aprimoramento dos currículos

O caráter permanente de escuta e construção coletiva também é destacado pelo diretor-geral da Coordenação de Apoio Didático-Pedagógico Fábio dos Santos (CADP). Para ele, ao reunir diferentes segmentos da comunidade acadêmica, o Fórum permite compreender as especificidades dos cursos e identificar demandas que nem sempre são percebidas nos espaços formais de gestão.

“O Fórum Permanente de Formação Docente é um espaço estratégico de escuta, diálogo e construção coletiva na UFS. Ao reunir docentes, coordenadores de curso, gestores acadêmicos, técnicos administrativos em educação e demais integrantes da comunidade acadêmica, o Fórum possibilita compreender as diferentes realidades dos cursos, identificar desafios comuns e específicos e reconhecer necessidades que nem sempre são plenamente percebidas nos espaços formais de gestão”, afirma.

Para o diretor-geral, a iniciativa ultrapassa o caráter de um espaço de debate e se consolida como instrumento de participação e planejamento institucional. A expectativa é que as necessidades identificadas coletivamente possam subsidiar ações concretas e avanços duradouros, fortalecendo a qualidade da formação oferecida pela Universidade e o compromisso da UFS com uma educação pública socialmente referenciada.

Ascom UFS


Atualizado em: Qui, 03 de setembro de 2026, 10:01
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