Qui, 29 de outubro de 2026, 15:50

UFS instala comissão para implementar política institucional de combate ao assédio e às violências
Iniciativa busca acolher vítimas e normatizar diretrizes de enfrentamento no ambiente universitário
(Ascom UFS)
(Ascom UFS)

A Universidade Federal de Sergipe (UFS), instituiu nesta quinta-feira, 29, a instalação de uma comissão encarregada de implementar a política institucional contra o assédio e as discriminações dentro do ambiente acadêmico. A medida tem como objetivo estabelecer normas e canais diretos para apuração de denúncias, acolhimento das vítimas e punição de irregularidades, por meio de um grupo de trabalho que promove uma parceria entre diferentes setores da universidade e a comunidade docente.

Com a instalação oficial do grupo, a UFS passa a estruturar diretrizes permanentes voltadas à prevenção, conscientização e acolhimento em casos de assédio e discriminação de qualquer gênero na instituição.

Estiveram presentes no encontro a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante, e a Pró-Reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativas, Profª. Drª. Gicélia Mendes da Silva. Além disso, participaram da reunião a Ouvidoria da Universidade e representantes do movimento estudantil.

De acordo com a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante, a iniciativa fortalece o suporte oferecido à comunidade universitária. "A importância da comissão reside na implantação da política de combate ao assédio na universidade e no acolhimento das pessoas que estão passando por processos de violência", destaca a pró-reitora.


a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante. (Ascom UFS)
a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante. (Ascom UFS)

Para a representação estudantil, a criação do grupo de trabalho responde a uma demanda histórica da comunidade acadêmica. Para Fábio Henrique, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a ação ajudará a nortear sobre o que constitui assédio e orientar sobre as canais formais de denúncia.


O presidente do DCE, Fábio Henrique.  (Ascom UFS)
O presidente do DCE, Fábio Henrique. (Ascom UFS)

"Essa é uma exigência urgente. A realidade da UFS precisa de instrumentos normativos para que possamos seguir no combate às violências no dia a dia. A denúncia é fundamental para que haja apuração e uma resolução efetiva. Muitas vezes a vítima procurava ajuda e não encontrava esse amparo institucional", destaca.

A Ouvidoria da UFS, canal formal para o recebimento de relatos por meio da plataforma Fala.BR, projeta que a formalização da política trará mais segurança e visibilidade aos trâmites. A ouvidora Jucilene Alves explica que a institucionalização do processo é essencial para enfrentar a subnotificação de casos.


A ouvidora Jucilene Alves. (Ascom UFS)
A ouvidora Jucilene Alves. (Ascom UFS)

"Sabemos da subnotificação, pois relatar uma violência é algo doloroso, seja em casos de assédio sexual ou outras agressões. Com essa política, queremos que as vítimas se sintam acolhidas e encorajadas a denunciar, permitindo que a universidade adote um posicionamento firme", ressalta.

Giulia Meneses - Ascom UFS


Atualizado em: Qui, 29 de outubro de 2026, 16:07
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