
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), instituiu nesta quinta-feira, 29, a instalação de uma comissão encarregada de implementar a política institucional contra o assédio e as discriminações dentro do ambiente acadêmico. A medida tem como objetivo estabelecer normas e canais diretos para apuração de denúncias, acolhimento das vítimas e punição de irregularidades, por meio de um grupo de trabalho que promove uma parceria entre diferentes setores da universidade e a comunidade docente.
Com a instalação oficial do grupo, a UFS passa a estruturar diretrizes permanentes voltadas à prevenção, conscientização e acolhimento em casos de assédio e discriminação de qualquer gênero na instituição.
Estiveram presentes no encontro a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante, e a Pró-Reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativas, Profª. Drª. Gicélia Mendes da Silva. Além disso, participaram da reunião a Ouvidoria da Universidade e representantes do movimento estudantil.
De acordo com a Pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas (PROAAI), Profa. Dra. Marília Cavalcante, a iniciativa fortalece o suporte oferecido à comunidade universitária. "A importância da comissão reside na implantação da política de combate ao assédio na universidade e no acolhimento das pessoas que estão passando por processos de violência", destaca a pró-reitora.

Para a representação estudantil, a criação do grupo de trabalho responde a uma demanda histórica da comunidade acadêmica. Para Fábio Henrique, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a ação ajudará a nortear sobre o que constitui assédio e orientar sobre as canais formais de denúncia.

"Essa é uma exigência urgente. A realidade da UFS precisa de instrumentos normativos para que possamos seguir no combate às violências no dia a dia. A denúncia é fundamental para que haja apuração e uma resolução efetiva. Muitas vezes a vítima procurava ajuda e não encontrava esse amparo institucional", destaca.
A Ouvidoria da UFS, canal formal para o recebimento de relatos por meio da plataforma Fala.BR, projeta que a formalização da política trará mais segurança e visibilidade aos trâmites. A ouvidora Jucilene Alves explica que a institucionalização do processo é essencial para enfrentar a subnotificação de casos.

"Sabemos da subnotificação, pois relatar uma violência é algo doloroso, seja em casos de assédio sexual ou outras agressões. Com essa política, queremos que as vítimas se sintam acolhidas e encorajadas a denunciar, permitindo que a universidade adote um posicionamento firme", ressalta.
Giulia Meneses - Ascom UFS
