Qui, 10 de junho de 2021, 12:06

Parceria inclui UFS em construção de cápsula do tempo com relatos sobre a pandemia
Acervo de memórias será organizado com base em depoimentos de professores, alunos e familiares

Arquipélago de Memórias: pandemia e vida cotidiana de professores, profissionais da educação, estudantes, pais e mães de alunos. Este é o nome de um projeto coordenado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) com a participação de instituições de diferentes unidades federativas do país, incluindo a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A ideia final é produzir uma cápsula do tempo com um acervo de memórias dos sujeitos mencionados no título do projeto. Cabe à UFS, como parceira, representar o Arquipélago de Memórias e divulgá-lo nos âmbitos institucional, local e regional, além de captar relatos orais, produzindo amostras representativas do período da pandemia junto às diferentes unidades federativas do país, conforme reforça uma das representantes do projeto na UFS, a professora Ana Azevedo, do Departamento de Educação.

“Cada instituição parceira entra como produtora da cápsula do tempo. O acervo obtido servirá como um legado da experiência atual para as futuras gerações”, afirma Ana Azevedo. “Na UFS, o Arquipélago de Memórias está sob a responsabilidade também dos professores Ana Márcia Barbosa, do Colégio de Aplicação, João Paulo Gama, Roselusia Teresa Morais e Rosemeire Marcedo, todos do Departamento de Educação”, cita a professora.


A UFS é parceira no projeto e entra como produtora da cápsula do tempo. (foto: Divulgação)
A UFS é parceira no projeto e entra como produtora da cápsula do tempo. (foto: Divulgação)

Acervo

De acordo com ela, o acervo corresponderá a uma cartografia da educação escolar, do trabalho docente e das respectivas interligações com a vida cotidiana a partir do fenômeno pandemia da Covid-19. “O nosso envolvimento é enquanto professores colaboradores do projeto, que irá colocar na cápsula do tempo gravações em formato de áudios de professores, estudantes e as famílias desses estudantes. Em 2026 a cápsula será aberta e utilizada para análises”, pontua.

“O tema geral abrange os sentimentos das pessoas durante a pandemia. São seis questões que orientam a gravação, com pequenas adaptações para as perguntas feitas a professores, alunos e familiares”, explica.

Professores e profissionais de educação em geral responderão aos seguintes questionamentos: como a pandemia alterou a vida doméstica, a vida profissional, a saúde, o lazer? Quais os principais desafios do trabalho docente durante a pandemia? Você fez alguma descoberta interessante durante a pandemia? Você vivenciou alguma experiência de dor ou tristeza? Quais as suas expectativas quanto ao futuro, como você imagina o mundo após a pandemia? Qual recado você colocaria na cápsula do tempo para as próximas gerações?

A UFG informou que o acervo obtido somente poderá ser aberto para eventuais intervenções analíticas, como teses, dissertações e Trabalhos de Conclusão de Curso a partir do prazo mínimo de 48 meses, contados a partir do lançamento do projeto. No entanto, a abertura requer anuência prévia a protocolos éticos, em conformidade com o Conselho de Ética da própria UFG, que é a instituição matricial do projeto.

Como participar

Para enviar o relato, é necessário acessar o site do projeto Arquipélago de Memórias. Pela plataforma, o participante terá acesso a três linhas telefônicas, sendo uma para cada perfil destinatário: professores, estudantes e familiares de alunos.

No site, podem ser encontradas ainda todas as orientações para o envio do relato. A cápsula do tempo está sendo produzida por voluntários com contribuições orais de até cinco minutos de duração. O envio será feito por meio de um aplicativo de mensagens.

Andreza Azevedo

comunica@academico.ufs.br


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