
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou, no dia 22 de janeiro, no Campus Sertão, em Nossa Senhora da Glória, a primeira edição de 2026 do projeto Reitoria Itinerante. A iniciativa tem como objetivo aproximar a gestão central da comunidade acadêmica dos campi do interior, promovendo momentos de escuta ativa, diálogo direto e troca de experiências.
Criado em 2025, o projeto integra a estratégia institucional de descentralização da gestão universitária, ampliação do acesso às informações e fortalecimento dos vínculos entre a Reitoria e os territórios onde a UFS está presente. Ao longo de 2026, outras unidades da universidade também deverão receber novas edições da ação.
Para o reitor da UFS, professor André Maurício Conceição de Souza, a presença da administração central nos campi do interior contribui diretamente para uma gestão mais eficiente, transparente e conectada com a realidade local. “Quando estamos no território, caminhando pelo campus e conversando com as pessoas, conseguimos compreender melhor onde estão as dificuldades e quais são as prioridades. Essa escuta coletiva nos permite tomar decisões de forma mais objetiva e alinhada às necessidades reais da comunidade acadêmica”, destacou.
A escolha do Campus do Sertão para abrir o calendário de 2026 também carrega um significado estratégico. De acordo com o diretor do campus, Maycon Reis, o momento é oportuno diante dos processos de expansão e consolidação vividos pela unidade. “É uma grande satisfação iniciar o ano recebendo a reitoria aqui em Nossa Senhora da Glória. Esse diálogo mais próximo, cara a cara com a comunidade, é muito promissor e contribui para que as decisões sejam tomadas com base nas demandas reais de estudantes, docentes e técnicos”, afirmou.

Segundo Maycon, a escuta ativa auxilia especialmente em períodos de mudança institucional. “Estamos vivendo a expectativa de inauguração de um novo campus e de um processo de transição importante. Criar esse ambiente de diálogo ajuda a reduzir os impactos dessas mudanças, garantindo que elas aconteçam da melhor forma possível, considerando as necessidades da comunidade acadêmica e fortalecendo a consolidação do Campus do Sertão como referência na área das Ciências Agrárias em Sergipe e no país”, completou.
Entre os servidores, a iniciativa foi recebida como um espaço fundamental de reconhecimento e pertencimento. A assistente administrativa Maria Iderlania de Freitas, que atua na coordenação administrativa do campus, destacou a importância da gestão conhecer de perto a realidade local. “Muitas decisões são pensadas a partir de São Cristóvão, e só estando aqui é possível entender as especificidades do campus. Essa escuta permite pensar soluções mais adequadas para cada realidade”, avaliou.
Na perspectiva docente, o diálogo direto com a gestão central fortalece a integração institucional. Para o professor Elias Alberto, do Departamento de Zootecnia, a iniciativa contribui para tornar a universidade mais ágil e eficiente. “Essa troca de informações entre reitoria, pró-reitorias e comunidade acadêmica é extremamente relevante. Comunicação e transparência fazem a universidade funcionar melhor e retornar de forma mais eficaz à sociedade”, pontuou.
A professora Jani Delani, do Departamento de Agroindústria, também ressaltou a importância do espaço de escuta. “Esse diálogo exige disposição para ouvir incômodos e expectativas, e isso tem sido cumprido. É uma oportunidade de entender os desafios da gestão e, ao mesmo tempo, apresentar nossas demandas, construindo soluções de forma conjunta”, afirmou.
Com a Reitoria Itinerante, a UFS reafirma seu compromisso com uma gestão participativa, democrática e territorializada, fortalecendo sua presença no interior do estado e consolidando o diálogo como ferramenta central para o desenvolvimento institucional.
Ascom UFS
