
A fisioterapeuta sergipana Dra. Ivone Dantas, egressa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), tomou posse como Secretária do Comitê de Cefaleias da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) para o biênio 2026–2027. A cerimônia ocorreu no dia 31 de janeiro, durante evento realizado no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e marcou o reconhecimento nacional da atuação científica e profissional da pesquisadora na área da dor, com ênfase nas cefaleias, como a enxaqueca.
Formada integralmente pela UFS, Ivone é graduada em Fisioterapia e possui mestrado e doutorado em Ciências Fisiológicas, com atuação na linha de neurociência da dor. Filha de agricultores do alto sertão sergipano e primeira doutora da família, sua trajetória evidencia o impacto da universidade pública na transformação de histórias individuais e na projeção de profissionais no cenário científico nacional.
Para Ivone, a formação acadêmica representa também um gesto coletivo. “Meu diploma não é só meu; ele pertence ao esforço dos meus pais”, afirma. Segundo a pesquisadora, essa origem influencia diretamente sua prática profissional, tornando-a mais sensível à comunicação e à escuta. “A ciência só cumpre seu papel quando é compreendida por todos, independentemente do nível de instrução”, destaca.
A base da sua atuação foi construída no Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (Procfis/UFS), na linha de pesquisa em Neurociência da Dor, sob orientação da professora Dra. Josimari DeSantana. No mestrado, Ivone dedicou-se ao estudo da epidemiologia da enxaqueca crônica, buscando compreender a dimensão do problema. Já no doutorado, aplicou esse conhecimento à prática clínica, utilizando estratégias como a educação em dor e a eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS) como recursos terapêuticos. “A UFS me deu a régua e o compasso para unir a alta ciência à reabilitação funcional”, resume.

A posse no Comitê de Cefaleias da SBED representa, segundo a fisioterapeuta, a consolidação de uma trajetória iniciada no laboratório e que agora alcança um espaço estratégico dentro da principal sociedade científica de dor do país. Além das atribuições administrativas, como organização interna e avaliação técnica de trabalhos científicos, Ivone destaca o simbolismo da função. “É a Fisioterapia sergipana ocupando um lugar de decisão nacional, mostrando que temos capacidade de liderar processos que fortalecem a produção científica sobre cefaleias no Brasil”, afirma.
Entre as prioridades do Comitê para o novo biênio está a aproximação entre ciência básica e prática clínica, fortalecendo o tratamento multidisciplinar da dor. Nesse contexto, Ivone pretende contribuir a partir de sua experiência com estratégias não farmacológicas e com a educação em dor, ampliando o debate sobre o cuidado integral às pessoas com cefaleia. “Queremos que o conhecimento produzido chegue de forma concreta ao manejo do paciente”, pontua.
A trajetória de Ivone Dantas reafirma o papel da Universidade Federal de Sergipe como espaço de formação científica, mobilidade social e produção de conhecimento comprometido com a realidade brasileira, projetando egressos e egressas para posições de destaque no cenário acadêmico e profissional nacional.
Ascom UFS
