
A Universidade Federal de Sergipe, por meio do Departamento de Computação (Dcomp), realizou nesta terça-feira, 10, a V Mostra de Produtos Desenvolvidos em Práticas Orientadas em Computação (POC), no Auditório do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), no campus de São Cristóvão. O evento reuniu quase 20 projetos desenvolvidos por estudantes, com destaque para soluções em inteligência artificial, saúde e acessibilidade.
A mostra é resultado da disciplina Práticas Orientadas em Computação e tem como objetivo articular o ensino em sala de aula com demandas reais da sociedade, resultando em produtos com potencial de impacto institucional e social.
Entre os destaques estão o Mandacaru e o MangabaIA, que utilizam inteligência artificial para estruturação e consulta de dados; o Includio, voltado para tradutores e intérpretes de Libras; o SkinCancer, focado na prevenção do câncer de pele; e o Cuidar+, solução portátil para controle de sinais vitais. Também foram apresentadas propostas voltadas à gestão universitária, ao segmento pet, ao esporte e ao e-commerce.
O reitor da UFS, André Maurício Conceição de Souza, afirmou que o evento tem sido um marco para a área da computação e destacou a presença crescente de projetos ligados à inteligência artificial.
“São trabalhos belíssimos, trabalhos de alto nível que demonstram o quanto o departamento de computação, os trabalhos aqui associados, são muito bons e, com certeza, iremos aproveitar enquanto universidade vários desses trabalhos para desenvolver a área de TI aqui da UFS”, pontuou.

A vice-diretora do CCET, Eliana Midori Sussuchi, explicou que a mostra é importante por apresentar os produtos desenvolvidos pelos estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia de Computação ao longo da disciplina.
“Esse evento é muito importante porque vai trazer os produtos que esses alunos do curso de Ciência da Computação, Sistema da Informação e Engenharia de Computação fizeram durante toda essa disciplina. Então isso vai incentivar os alunos que já estão no curso e, com certeza, vai ter um reflexo nos alunos que estão entrando agora no novo SiSU. Um evento assim é necessário tanto para a comunidade acadêmica como também para os docentes se inspirarem nesse tipo de disciplina e ter uma participação maior dos alunos da graduação”, disse.

Entre os projetos apresentados, o estudante de Engenharia da Computação Vinícius Secundo e sua equipe desenvolveram o OpenROAD Hub BR, uma interface web voltada para pessoas que desenvolvem chips e utilizam ferramentas de Electronic Design Automation (EDA).
“As ferramentas atuais são muito complexas ou caras. O nosso software busca facilitar a entrada no mundo do desenvolvimento de chips”, explicou.
O OpenROAD Hub BR é um aplicativo baseado na web, em desenvolvimento, projetado para fornecer acesso simplificado à cadeia de ferramentas OpenROAD de código aberto, com proposta colaborativa entre usuários.

Outro destaque foi o sistema Mandacaru, que tem como objetivo estruturar automaticamente dados de documentos institucionais. O estudante de Ciência da Computação Victor Benevides explicou que o projeto foi desenvolvido juntamente com sua equipe na disciplina Práticas Orientadas em Computação 1 e 2 e funciona como uma interface de programa de aplicação (API) capaz de extrair dados de documentos, principalmente da UFS.
“O objetivo do Mandacaru é servir como uma API. Ele extrai dados de documentos de texto e estrutura informações como título, número da resolução, data, o que foi resolvido e quem assinou. Ele automatiza isso para facilitar a organização e catalogação desses documentos, utilizando inteligência artificial para analisar e organizar tudo em tabela”, detalhou.

Já o MangabaIA busca democratizar o acesso às informações da universidade por meio de uma plataforma web inteligente. O estudante de ciência da computação, José Falcão, explicou que o sistema utiliza dados tabulares estruturados da UFS e inteligência artificial para organizar essa base de conhecimento e responder exatamente ao que o usuário deseja saber, transformando os dados em texto. Ele comparou o funcionamento a um mecanismo de busca direcionado especificamente para informações da universidade.
“Um uso prático é que para qualquer pessoa que quer saber alguma informação da UFS, seja aluno, professor ou interessado, por exemplo, é como se fosse um Google, só que direcionado para a UFS, basicamente”, finalizou.
A V Mostra de Produtos Desenvolvidos em Práticas Orientadas em Computação reforça a integração entre ensino, inovação e aplicação prática, evidenciando o potencial dos estudantes na criação de soluções tecnológicas com impacto institucional e social.

Ascom UFS
