
Histórias de quem nasceu e cresceu nas águas do Rio São Francisco, em Sergipe, são retratadas com profundidade na nova série de reportagens da TV UFS: Povos do Velho Chico. A equipe de reportagem da emissora universitária percorreu o maior rio inteiramente brasileiro para mostrar a realidade de populações ribeirinhas.
O material foi produzido pelo jornalista Josafá Neto, com imagens de Caio Ribeiro e Jefferson Santos, e edição de Welson Deivide e Danilo Rodrigues. O conteúdo está disponível no canal da TV UFS no Youtube. Clique aqui para assistir.

O primeiro episódio mostra a força do trabalho de quilombolas que vivem da pesca artesanal, principalmente da mariscagem, no povoado Carapitanga, no município de Brejo Grande-SE, localizado na região da foz do Velho Chico.
"Dar visibilidade às populações ribeirinhas é um ato de comunicação pública no sentido mais vital da expressão. É reconhecer essas populações como sujeitos de direitos - com saberes, territórios e modos de vida - e ampliar as vozes daqueles que os meios comerciais sistematicamente reduzem a paisagem ou a estatística," ressalta o coordenador da TV UFS, José Juva.
"Sergipe é um estado profundamente marcado pela relação com a água e essas comunidades carregam uma identidade cultural que vai além das leituras oficiais, ao mesmo tempo em que enfrentam pressões fundiárias, degradação ambiental e invisibilidade política," acrescenta.

O segundo episódio destaca a relação profunda com o Rio São Francisco na primeira comunidade indigena reconhecida no estado: o Xokó. Cerca de 400 famílias moram na aldeia, no povoado Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha-SE.
"A produção dessa série foi uma realização profisisonal, por nos permitir mostrar com qualidade jornalística as relações de vivência e sobreviência às margens do Velho Chico," destaca o jornalista Josafá Neto.
"O processo de escuta das pessoas foi fundamental para retratar a realidade de quem vive e depende do São Francisco. Conhecemos histórias impactantes e problemas alarmantes percorrendo o Rio," complementa.

O terceiro episódio aborda a importância do Velho Chico para a profissão de vaqueiro no Sertão Sergipano, tanto para a sobrevivência do gado na Caatinga, bem como para a prática de pega de boi no mato na vegetação seca e espinhosa.
"O produto final foi pensado para que o espectador conheça e compreenda todas essas narrativas, entendendo as dificuldades das marisqueiras, a força do povo Xokó e a trajetória dos vaqueiros," pontua o editor Welson Deivide.
"No fim, foi um processo que levou mais de dois meses de edição, resultando em um trabalho totalmente satisfatório e construído com muito cuidado em cada detalhe," finaliza.
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