Qui, 09 de julho de 2026, 10:22

Produção sergipana 'O Armário de Gisélia' chega à TV aberta
Gravado em São Cristóvão, filme de ex-aluno da UFS será exibido na TV Brasil. Curta já foi premiado em festivais pelo país e no exterior
Eudaldo com a atriz Zezita Matos, que protagoniza o filme. (Foto: Memorabilia Filmes)
Eudaldo com a atriz Zezita Matos, que protagoniza o filme. (Foto: Memorabilia Filmes)

O curta-metragem "O Armário de Gisélia", dirigido pelo cineasta e egresso da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Eudaldo Monção Jr., será exibido em rede nacional pela TV Brasil nesta sexta-feira (10), às 06h. O filme também será transmitido às 18h pela TVU RN, no Rio Grande do Norte. A exibição integra a faixa Olhar Independente, dedicada à difusão do cinema independente brasileiro.

Formado em Comunicação Social com habilitação em Audiovisual pela UFS, Eudaldo atua como diretor, produtor, roteirista e curador de projetos audiovisuais. Ele relembra o papel fundamental que a universidade teve na sua trajetória.

“Mais do que a formação técnica, a UFS me proporcionou um ambiente de experimentação, pesquisa e criação, onde pude construir redes de colaboração e compreender o audiovisual como uma ferramenta de expressão artística, preservação da memória e transformação social. A universidade foi o ponto de partida de uma carreira que hoje continua levando produções sergipanas para diferentes espaços de exibição, no Brasil e no exterior”, ressalta.


Produção do filme. (Foto: Memorabilia Filmes)
Produção do filme. (Foto: Memorabilia Filmes)

Gravado em São Cristóvão e produzido pela Memorabilia Filmes, o filme acompanha a história de Diogo, que retorna ao interior para viver com a tia Gisélia. O reencontro entre os dois conduz uma narrativa marcada por afetos, conflitos familiares e reconciliações.

“Não é apenas São Cristóvão que chega à televisão aberta, mas também a experiência de uma equipe independente que enfrenta muitos desafios para fazer seus filmes circularem. É muito gratificante ver uma produção realizada em Sergipe alcançar públicos de todo o país, valorizando nossa cultura, nossos profissionais e demonstrando que o audiovisual produzido aqui tem qualidade, relevância e potencial para dialogar com espectadores de diferentes regiões”, afirma Eudaldo.

Antes da estreia na TV Brasil, "O Armário de Gisélia" percorreu diversos festivais nacionais e internacionais. Entre os destaques estão o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular na etapa Sergipe do Festival Vote LGBT e a participação na seleção oficial do 10º Festival Internacional de Cinema da Nicarágua (FICN), além de exibições em mostras realizadas no Brasil e em El Salvador.


Zezita Matos como "Gisélia". (Foto: Memorabilia Filmes)
Zezita Matos como "Gisélia". (Foto: Memorabilia Filmes)
(Foto: Memorabilia Filmes)
(Foto: Memorabilia Filmes)

Para os estudantes que querem seguir na área do audiovisual, o diretor reforça a importância de construir relações durante a graduação.

“Muitos dos projetos que desenvolvo hoje nasceram de encontros, colaborações e experiências iniciadas ainda no período da graduação. Por isso, meu incentivo é que os estudantes aproveitem ao máximo esse ambiente, participem de produções, festivais, grupos de pesquisa e editais, porque é por meio dessas experiências e das parcerias que o crescimento profissional acontece e novas histórias ganham vida”, enfatiza.

Trajetória que começou na universidade

Ainda no primeiro período da graduação, Eudaldo Monção Jr. produziu seu primeiro curta-metragem, que alcançou circulação nacional e internacional. Também foi na UFS que desenvolveu o documentário “O Muro é o Meio”, Trabalho de Conclusão de Curso que fala da própria universidade e que foi exibido em importantes festivais como a 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo, com circulação em todo país, no ano de 2015.

Ao longo da carreira, dirigiu documentários premiados e desenvolve iniciativas voltadas à difusão, preservação e democratização do cinema brasileiro.

“Mais do que produzir filmes, procuro construir uma trajetória que projete o nome de São Cristóvão, da universidade e de Sergipe para além das fronteiras do estado [...]. Acredito que seja importante criar espaços onde novos realizadores possam ter oportunidades de colocar suas ideias em prática, ao mesmo tempo em que todos aprendem juntos. Essa troca é enriquecedora para quem está começando e também para quem já atua no mercado”, conclui Eudaldo.

Laura Malaquias - Ascom/UFS


Atualizado em: Sex, 10 de julho de 2026, 09:11
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