
O Departamento de Terapia Ocupacional do campus Lagarto lançou o grupo de pesquisa Ser-Tão, voltado ao estudo das diversas abordagens do curso e suas inserções nos territórios e vivências da população. O grupo é coordenado pela chefe do Departamento de Terapia Ocupacional, Raphaela Schiassi, e conta com sete docentes. A cerimônia, realizada na sexta-feira (31), contou com o diretor do campus Lagarto, professor Makson Oliveira, o docente Derivan Brito, da Universidade Federal do Paraná, o conselheiro do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 17ª Região(Crefito-17) Lucas Regi e a vice-coordenadora do Departamento de Terapia Ocupacional e chefe da Divisão de Assistência Estudantil (DAE), Rita Barcellos.
O diretor Makson Oliveira, acredita que o novo grupo vai contribuir com o fortalecimento da pesquisa no campus Lagarto. “Tenho certeza que vai ser um ganho nos aspectos técnico, científico e também na humanização. A formação de grupos de pesquisa é um propulsor da ciência, e contribui não apenas para o campus e a universidade, mas também para a sociedade”, explica. O docente Rodrigo Santos é vice-líder do grupo de pesquisa.

A coordenadora do Departamento e do grupo, professora Raphaela Schiassi, explica que o nome e o objetivo do grupo estão diretamente relacionados à inserção da Terapia Ocupacional nos territórios, o que também dialoga com as metodologias ativas e o cotidiano do campus Lagarto. “Um dos grandes diferenciais da Terapia Ocupacional dentro da área de Saúde é ter um diálogo também muito forte com as Ciências Humanas. Estar perto da população, como ocorre bastante aqui no campus, nos permite explorar essas características, já que nossa demanda vem do sujeito e do coletivo”, comenta.

Referência nacional na área, o docente da Universidade Federal do Paraná Derivan Brito é também conselheiro efetivo do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Cofito) e defende que a interiorização das universidades é um dos fatores que contribuem para a aproximação entre a Terapia Ocupacional e a população. “A pesquisa científica é também uma forma de cuidado, uma forma que as universidades têm de cumprirem seu papel social. E tudo isso é mais eficiente quando ancorados na cultura local. A Terapia Ocupacional busca compreender a ocupação contextualizada em ambientes e no tempo-espaço”, analisa.
Ana Laura Farias
Campus Lagarto
