Qui, 01 de outubro de 2026, 11:56

UFS realiza debate sobre a importância da comunicação entre níveis de gestão na saúde
Ação do PET Saúde focou nos desafios de comunicação entre os níveis de atenção à saúde
Evento foi realizado no Censip. Foto: Clayton Fontes/ Campus Lagarto
Evento foi realizado no Censip. Foto: Clayton Fontes/ Campus Lagarto

Comunicação é uma ferramenta essencial na área de saúde. Seja no diálogo entre os profissionais, com os pacientes e, sobretudo, ao longo do fluxo dos chamados níveis de atenção à saúde (primário, secundário e terciário). Pensando em como reforçar e facilitar o diálogo entre essas esferas, o grupo 5 do Programa de Educação Tutorial (PET) promoveu o evento “Interoperabilidade no SUS: integrando os níveis de gestão”, na última segunda-feira (26), no Centro de Simulações e Práticas do campus Lagarto.

No SUS, a saúde é dividida em três níveis de atenção: primário (as unidades básicas de saúde), secundário (centros de especialidades ou UPAs, por exemplo) e terciário (estruturas hospitalares). Quando eventualmente há um problema na comunicação entre esses três níveis, informações importantes podem ficar pelo caminho, o que prejudica o acompanhamento do paciente.


Professora Adriana Carvalho é coordenadora do grupo 5 do PET. Foto: Clayton Fontes/Campus Lagarto
Professora Adriana Carvalho é coordenadora do grupo 5 do PET. Foto: Clayton Fontes/Campus Lagarto

Segundo a coordenadora do grupo 5, professora Adriana Carvalho, do Departamento de Farmácia, a comunicação adequada entre os níveis de atenção à saúde é um desafio em todo o país. “Por isso, a necessidade tão grande de sensibilizar estudantes e profissionais de saúde. Por mais que haja conhecimento técnico e domínio sobre os trabalhos dos três níveis, é importante estreitar esses laços. Se a comunicação é importante em todas as áreas, sabemos que na saúde, ela é bastante fundamental”, avalia.

A docente destaca a participação ativa dos alunos desde o início da organização do evento. “Começou há cerca de três meses, quando eles mesmos trouxeram uma demanda do programa Melhor em Casa, que é um programa de assistência domiciliar para reduzir o número de internações hospitalares, quando possível. Essa demanda veio dos alunos e preceptoras e surgiu depois de uma visita realizada e mostra bem esse papel de interlocução com a comunidade desempenhado pelos discentes”, observa.


Discente Matheus Calixto é do curso de Sistemas de Informação, do campus Itabaiana. Foto: Clayton Fontes/Campus Lagarto
Discente Matheus Calixto é do curso de Sistemas de Informação, do campus Itabaiana. Foto: Clayton Fontes/Campus Lagarto

Com formação em várias áreas de conhecimento, os bolsistas do projeto contribuem de acordo com o conhecimento adquirido em cada trajetória acadêmica. É o caso de Matheus Calixto, do curso de Sistemas de Informação, do campus Itabaiana. “Ao longo da atuação do PET Saúde, tem sido muito importante entender quais são as necessidades da área de saúde e como a gente pode contribuir. No meu caso, além da atuação no grupo, tenho dialogado também com pessoas da minha área para trazermos sistemas e soluções que melhorem a vida dos usuários do sistema de saúde “, observa.


Docente Erna Barros é tutora do grupo 5 do PET. Foto: Clayton Fontes/ Campus Lagarto
Docente Erna Barros é tutora do grupo 5 do PET. Foto: Clayton Fontes/ Campus Lagarto

A tutora do grupo 5, docente Erna Barros, do Departamento de Comunicação Social , do campus São Cristóvão, destaca o papel da comunicação no PET Saúde Digital e os benefícios trazidos pela abordagem. “Pensar na comunicação envolve questões como a tradução dos termos que são próprios de uma linguagem técnica utilizada no SUS para que a população possa assimilar. É também um processo de letramento digital”, avalia. Localmente, o PET Saúde é formado por oito grupos, sob coordenação geral da docente Rosiane Dantas, chefe do Departamento de Educação em Saúde.

Ana Laura Farias - Campus Lagarto


Atualizado em: Sex, 02 de outubro de 2026, 13:18
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