
A Universidade Federal de Sergipe (UFS), entre os dias 20 e 22 de outubro, foi palco da Reunião do Colégio de Pró-Reitores de Graduação (COGRAD), promovida pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES). O evento, organizado com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD/UFS), reuniu gestores de universidades federais de todo o país para debater o futuro do acesso ao ensino superior, políticas de permanência e os desafios sociais e climáticos enfrentados pelas instituições.
Com o objetivo de promover a centralidade da Universidade no debate das grandes políticas educacionais do país, o evento trouxe ao estado de Sergipe representantes do Ministério da Educação (SESu/MEC) para discutir temas cruciais e de interesse nacional, como as diretrizes para o SISU 2027. Além disso, a universidade teve a oportunidade de apresentar o seu próprio modelo (o "case UFS") de ações afirmativas para além do ingresso, evidenciando as suas políticas de permanência.
De acordo com a Pró-Reitora de Graduação da UFS, Profª. Drª. Marta Élid Amorim Mateus, o encontro reúne gestores de universidades federais de todo o país com o objetivo de discutir questões centrais para o ensino superior, como o ingresso, a permanência estudantil e as políticas públicas voltadas para a área.

“Estamos em uma reunião com os pró-reitores de graduação das universidades federais brasileiras. Os participantes buscam trocar experiências para fomentar boas práticas e compartilhar essas informações com os colegas de suas instituições. Nesse momento teremos a participação de uma diretora do Ministério da Educação (MEC) e da coordenadora do Sistema de Seleção Unificada (SISU) para debater, especificamente, o ingresso na educação superior e a permanência dos estudantes”, explicou a pró-reitora.
A programação da reunião do COGRAD/ANDIFES se estende por três dias e reúne mesas, painéis e debates com a plenária em torno de temas centrais para o ensino superior público. Entre os assuntos em pauta estão as políticas de permanência estudantil e as ações afirmativas para além do ingresso, bem como as mudanças previstas para o Sistema de Seleção Unificada (SISU) em 2027 e as formas de ampliar o acesso à educação superior.


Os debates incluem ainda as experiências e os desafios enfrentados pelas universidades federais diante de vulnerabilidades e adversidades sociais, territoriais e climáticas. Além das discussões, a agenda prevê reuniões das regionais e uma visita técnica guiada pela equipe da UFS, que encerra o evento.
A Coordenadora Geral de Programas de Acesso à Educação Superior da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESU), Erika Yamada, destacou a importância do Colégio de Pró-Reitores de Graduação para o fortalecimento da graduação nas universidades federais.

“Fomos convidados para discutir com as instituições, com as universidades, quais são as estratégias e os aprimoramentos que precisam ser feitos nas nossas políticas de educação superior. As reuniões do colégio trazem discussões relevantes e que o Ministério da Educação é frequentemente convidado para debater soluções que visam à construção de um futuro democrático que fortaleça a ciência brasileira”, afirma.
Pró-reitora de Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenadora nacional do Colégio de Pró-Reitores de Graduação, a professora Katiuscia Antunes explicou que a reunião acontece a cada dois meses e reúne gestores de graduação das universidades federais de todo o país.

“Esse é o momento de dialogar sobre os desafios da universidade pública e do ensino de graduação, compartilhando nossas experiências para melhorar sempre a qualidade do ensino que oferecemos. Nesta reunião, viemos visitar a Universidade Federal de Sergipe, que nos acolhe. A cada encontro, visitamos uma região diferente do Brasil para conhecer também as especificidades e as realidades regionais e, desta vez, vamos falar sobre os desafios das políticas de ingresso”, reforça.
Saulo Santiago Borer, diretor de ensino do CEFET-RJ, recentemente denominado Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro, destaca a relevância do encontro do Colégio de Pró-Reitores de Graduação para os gestores da área. O diretor também ressalta que a reunião se consolida como um momento altamente proveitoso para o fortalecimento da gestão e do ensino superior.

“Estarmos aqui é esforço imenso de conseguir pelo menos sustentar e conservar as políticas de educação nas universidades federais brasileiras, sobretudo respeitando o ambiente de democracia e capacidade de troca de ideias. Isso é fundamental para que a ciência e a inovação sejam produzidas. Sem liberdade de cátedra, a gente não tem ciência”, afirma.
Giulia Meneses - Ascom UFS
