A Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio do Departamento de Teatro (DTE/UFS) e do Centro de Educação a Distância (Cesad/UFS), iniciou nesta sexta-feira, 29, o Curso de Formação Continuada “Gestão Escolar e Educação Inclusiva na Educação Básica: práticas de acessibilidade nos contextos educacionais”. A iniciativa integra a Rede Renafor, com apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC). O evento aconteceu no auditório da Didática 7 do campus de São Cristóvão.
Com carga horária de 180 horas, ofertadas majoritariamente na modalidade semipresencial, a formação é voltada a gestores escolares, educadores, coordenadores pedagógicos, supervisores e profissionais da área de Educação Inclusiva. O objetivo é fortalecer práticas pedagógicas acessíveis e ampliar a permanência de estudantes com deficiência na educação básica e superior.
O coordenador-geral do curso, professor Carlos Ferreira (DTE/UFS), destacou que a proposta reúne docentes de diversas áreas e universidades do país, além de consultores com deficiência. “Nossa equipe é composta por intérpretes de Libras, tutores, profissionais de audiodescrição e especialistas em acessibilidade. É um esforço coletivo para garantir uma formação de qualidade a quase 900 cursistas, superando a meta inicial de 660 vagas”, ressaltou.
Para a professora Ana Maia, diretora-geral do Cesad/UFS, a iniciativa consolida um marco na universidade. “É uma honra viabilizar esse programa em nossa plataforma, reunindo mais de 800 profissionais. O curso é extremamente contemporâneo, pois precisamos capacitar nossos educadores e gestores para atender um público que exige um olhar especial”, afirmou.
Também presente na abertura, a coordenadora de Ações Inclusivas (Coai/UFS), professora Marília Cavalcante, reforçou a amplitude do debate sobre acessibilidade. “Quando falamos de inclusão, falamos de diversidade. As barreiras vão desde as arquitetônicas até as educacionais, exigindo que a sociedade esteja preparada para atender de forma adequada todas as pessoas”, explicou.
A vice-reitora da UFS, professora Silvana Bretas, lembrou que o curso representa a continuidade de uma luta histórica. “Nos anos 80 se discutia a integração e, hoje, avançamos para a inclusão, que é muito mais digna. Oferecer essa formação significa afirmar que a educação só pode ser pensada a partir de uma perspectiva inclusiva”, destacou.
Do ponto de vista dos cursistas, a expectativa também é positiva. Para Carmen Esmeralda, coordenadora de Educação Inclusiva de Itaporanga, a experiência será transformadora. “É um tema atual e necessário. O bom é que não abrange apenas professores, mas também gestores, porque a inclusão só acontece em parceria e em equipe”, afirmou.
O curso seguirá até dezembro, quando será realizado um simpósio de encerramento com a participação de pesquisadores e especialistas da área.
Ascom UFS