
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) promoveu, na última terça-feira, 19, uma celebração repleta de música, arte e tradição cultural em comemoração ao seu 58º aniversário. No palco do Teatro Atheneu, em Aracaju, a comunidade acadêmica e o público externo pode desfrutar de apresentações da Orquestra Sinfônica e Coro da UFS, e das Companhias de Dança e Teatro da UFS.
Mais do que celebrar 58 anos de existência da universidade, o evento reflete a importância da arte como forma de conhecimento, e possibilita a integração entre discentes e funcionários da instituição. A abertura da solenidade ficou a cargo da Orquestra Sinfônica (OSUFS) e Coro da UFS, que apresentou desde temas cinematográficos a clássicos da música popular brasileira.
O regente da Orquestra da UFS, Maestro Ion Breassant, destacou a importância da celebração como uma forma de democratizar o acesso à arte para a comunidade, além de reforçar a dedicação do conjunto na preparação do concerto.

“Nosso trabalho é voltado para a inclusão: acolher os alunos, trabalhar com eles e levar a arte musical para a comunidade. Essa é a nossa missão. E participar dos 58 anos da UFS torna tudo ainda mais especial. Estamos em um momento importante de celebração para a universidade e, além disso, oferecendo acesso gratuito à música de qualidade. Todos os concertos do coro e da orquestra são gratuitos. É um trabalho de extensão que envolve alunos do curso de música e também estudantes de vários outros cursos da universidade. É uma atividade ampla, voltada tanto para a formação dos alunos quanto para a comunidade em geral”.
Para a contrabaixista da OSUFS e aluna do curso de Licenciatura em Música, Giovana Catarina, participar das comemorações pelos 58 anos da universidade representa um momento de realização pessoal e coletiva.
“É uma experiência incrível fazer parte da Orquestra, e agora ter a oportunidade de tocar no aniversário da instituição. A Orquestra da UFS não é formada apenas por estudantes do curso de Música, eles vêm de diversos cursos da universidade, como Matemática, Física, entre outros. Nosso repertório foi preparado com muito carinho, com músicas animadas e pensadas especialmente para esse momento de celebração”.
Durante o evento, tradição e cultura se misturam em diferentes expressões artísticas. Alunos da Companhia de Dança da UFS levaram ao público MPB e sintonias clássicas com performances de “Cartas Para Chico” e “Papavento”. Para o diretor da CIA de Dança, Marcelo Moacyr, a iniciativa promove a visibilidade das artes produzidas dentro da universidade.

“Esperamos que o público tenha recebido tudo com muito carinho, porque cada apresentação é construída com muita dedicação. Celebrar com arte é reafirmar a importância da música, da dança, do teatro e de todas as formas de expressão na formação humana. É um momento que reúne diferentes linguagens artísticas e mostra a potência cultural da universidade”, afirma.
Entre as expectativas futuras, se destaca a mobilização para levar ações culturais e artísticas da UFS para outros campi do estado.
“É importante que as artes estejam sempre presentes e visíveis dentro da UFS. Estamos ampliando esse alcance levando apresentações para Lagarto, Itabaiana e Laranjeiras, e também planejando oficinas para os estudantes das outras unidades da UFS. A ideia é fazer com que a arte esteja cada vez mais presente em toda a universidade e acessível para a comunidade como um todo”, reforça Marcelo Moacyr.

No ato final, a CIA de Teatro da UFS apresentou o tradicional espetáculo Brefaias, com texto da professora e pesquisadora Aglaé Fontes. Encenada pela primeira vez em 1976, em 2026, a direção geral da peça está por conta da professora Maicyra Leão.
“No aniversário da UFS, reapresentar Brefaias, 50 anos após sua criação nos faz perceber como alguns ciclos se repetem, mesmo em cenários diferentes. Ao mesmo tempo, isso traz esperança de que estejamos entrando em um novo momento para a arte produzida dentro da universidade. A expectativa é que essa efervescência artística que vivemos hoje venha acompanhada de mais estrutura e incentivo, como a universidade tem buscado oferecer. Isso fortalece não apenas as produções culturais, mas também a formação e a experiência de todos que fazem arte dentro da UFS”, reforça Maicyra.

“O evento de hoje é uma oportunidade muito diferente, ainda mais sendo gratuita e aberta ao público. É muito importante ter momentos como esse, tanto para a comunidade acadêmica quanto para a comunidade externa. É uma forma de aproximar as pessoas da cultura produzida dentro da universidade”, destacou o estudante de fisioterapia da UFS, Victor Emmanuel.

Para o reitor da Universidade Federal de Sergipe, André Maurício, ofertar manifestações artísticas à sociedade e fortalecer a formação dos estudantes, é um dos grandes objetivos da instituição.
“A universidade reúne diferentes áreas do conhecimento, todas igualmente importantes, mas as artes têm essa capacidade única de despertar emoções e aproximar as pessoas. É justamente isso que queremos trazer nesta celebração dos 58 anos da UFS. A arte amplia perspectivas, fortalece a dimensão humana e gera impacto na vida das pessoas. Por isso, estamos trabalhando junto às equipes artísticas da universidade para buscar financiamento e ampliar esse alcance, levando apresentações e atividades culturais para diferentes regiões de Sergipe”, reforça.

Ascom UFS
